André Valadão responde sobre apoio a Aécio Neves: “Não dá pra votar em anjos”

Aécio Neves (PSDB-MG) foi afastado pelo Supremo Tribunal Federal de suas funções de senador da república após ter sido gravado pedindo 2 milhões de reais a Joesley Batista, dono da JBS que controla a Friboi e a Seara. Ele pode frequentar o Congresso Nacional mas não pode exercer suas prerrogativas de parlamentar. Sua irmã e seu primo já encontram-se presos pela Polícia Federal. Neves responde em outros processos no âmbito da Lava-jato.

Mas outro ponto que vem chamando atenção é a lembrança que alguns internautas estão fazendo de que a maioria dos cantores e líderes evangélicos apoiaram Aécio nas eleições de 2014, quando ele concorria à presidência contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

O usuário Lucas publicou uma mensagem no Twitter marcando André Valadão, Régis Danese, Flor de Liz e Aline Barros, mencionando que eles apoiaram a candidatura de Aécio Neves para a presidência. A mensagem foi respondida por André Valadão, que disse que acreditava no candidato e que todos cometemos erros as vezes.

Em outra publicação, André respondeu outro seguidor que disse que ele confiava em homens, quando na verdade devia confiar em Deus. Valadão respondeu que não podia votar em anjo nem na trindade, mas apenas em homens e anda ironizou:

Aline Barros, Flor de Liz e Régis Danese não se manifestaram sobre o tweet nem sobre a polêmica envolvendo Aécio Neves. Outros líderes, como Ana Paula Valadão, que também apoiou Aécio, não se manifestaram sobre o mesmo. A líder do Diante do Trono se limitou a dizer por meio do Instagram que as profecias feitas nos congressos do Diante do Trono para abalar a corrupção no Brasil estão se cumprindo.

Apoio ao tucano
Em 2014, André Valadão chegou a gravar uma música com outros cantores seculares, como Zezé di Camargo e Luciano, Sandra de Sá, César Menotti e Fabiano, entre outros, dando apoio ao senador tucano. “Agora é Aécio, vamos lá, é o Brasil inteiro querendo mudar”, dizia o refrão.

A defesa de Aécio Neves diz que ele pediu o dinheiro emprestado “como amigo” de Joesley, não como Senador. E que pretendia pagar a quantia de 2 milhões após a venda de um apartamento: “Tratou-se única e exclusivamente de uma relação entre pessoas privadas, em que o senador solicitou apoio para cobrir custos de sua defesa,  já que não dispunha de recursos para tal. Foi proposta, em primeiro lugar, a venda ao executivo de um apartamento de propriedade da família. O delator propôs, entretanto, já atendendo aos interesses de sua delação, emprestar recursos lícitos provenientes de sua empresa, o que ocorreu sem qualquer contrapartida, sem qualquer ato que mesmo remotamente possa ser considerado ilegal ou mesmo que tenha qualquer relação com o setor público”, justificou.

Tadeu Ribeiro
tadeuribeiro@portaldt.com

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