Aos 40, Fernanda Brum diz que está sempre “linda e cheirosa” para pregar o evangelho

A cantora e pastora Fernanda Brum revela, em entrevista, de acordo com o jornal Extra, que, antes de começar qualquer atividade de seu cotidiano, precisa dar um realce na beleza.

“Às vezes meus filhos me veem maquiada e perguntam aonde eu vou, e eu respondo: me arrumei para mim. Eu acordo, coloco os cílios, visto uma roupa bem bonita e vou tomar café com a minha família”, relata.

Aos 40 anos, a cantora baseia nas personagens bíblicas seu posicionamento quanto à vaidade, que tem seus limites: “Na bíblia as mulheres são super incentivadas a andarem perfumadas, maquiadas e lindas. Mas a beleza da mulher não está nisso. A beleza da mulher está em se amar. Estou sempre linda e cheirosa. Falo para as mulheres que devemos estar sempre adequadas para pregarmos o evangelho”.

Críticas ao cabelo
Em 2015, Fernanda Brum fez mudanças em seu cabelo e acabou recebendo muitas críticas de alguns seguidores. Ela acabou respondendo com uma carta aberta ao seu público:

A cantora disse que é hora do “novo de Deus”, e afirmou que seu cabelo “não é patrimônio público ou religioso”. Ela deu essas declarações também em sua rede social, com o título de “Idolatria ao cabelo”. A cantora de “Cura-me” ainda puxou a orelha de seus seguidores, dizendo que alguns possuem a língua maior que o cabelo. Confira o texto na íntegra:

“Ainda hoje, em muitos lugares, a “força” está ligada ao tamanho de seus cabelos. As pessoas geralmente relembram do voto de “nazireado”, de Sansão e Dalila. No meu caso, as pessoas consideravam meu cabelo um patrimônio público ou como se tudo que eu sou, fosse meu cabelo… Votos e características religiosas se ligam ao “visual” do véu.

Gente, cada um com a sua própria experiência e com o cabelo que gosta. Chegou MEU tempo de mudar…

Em alguma culturas as mulheres raspam a cabeça e colocam perucas, outras usam burcas, outras um véu, outras um hábito. Dessa maneira cada um se segura em suas religiosidades. Meu cabelo não é patrimônio público, muito menos religioso. Lembro-me de uma ministra amiga minha, que foi chamada a atenção em uma igreja porque estava de cabelo curto ministrando. O responsável pela igreja não tinha a menor idéia da enfermidade que ela estava atravessando. Ficou muito sem graça quando o marido da cantora o confidenciou a real história da ministra pentecostal.

Mulheres são dignas porque decidiram ser, não porque tem um cabelão grande. Tem gente que tem a língua ainda maior que o cabelo! #Cuidado

Minha intimidade com Deus e meu chamado não estão no meu cabelo. Paulo vai dizer que o cabelo é o véu da mulher, baseando-se na cultura oriental, cuidando de uma igreja plural que trazia em seus costumes “penteados cultuais”.

Eu tive uma doença chamada Alopecia Areata Focal e vou escrever sobre isso no meu próximo livro. Muitas mulheres sofrem com essa doença. É terrível! Graças a Deus eu fui curada! Não mudei o visual por conta da alopecia, mas porque hoje, cabelo, não tem o mesmo valor que eu dava antes. Voto? Sinônimo de santidade? Religiosamente correto?

Eu sou livre! Jesus me fez livre!!! Um salve a todas as meninas de lencinho na cabeça, pós quimioterapia. Meu abraço a todas as crianças escalpeladas da Amazônia. Meu abraço a todas as meninas com alopecia focal ou universal! Porque eu creio que Jesus cura!

A unção está dentro de nós e a palavra em nossas línguas são como fogo! Viva as mulheres de Cabelinho, as mulheres de cabelão! Sejam lindas, se cuidem com equilíbrio e decência e cheias do Espírito Santo! Para sempre Jesus reinará e virá nos buscar e, teremos um corpo glorificado!  A “Santa” Fernanda Brum dos “cabelos sobrenaturais”, se foi! Viva o novo de Deus!!!”