Bruna Karla conta que tentou se matar duas vezes após morte da mãe

A cantora Bruna Karla é notória por ter explorado, em parte de sua obra, a falta que sentiu com base na morte precoce de sua mãe. Em uma gravação recuperada de 2003, quando tinha 13 anos, a artista contou o processo de doença, luto e superação da dor.

Bruna afirma que tudo começou em novembro de 2001, quando sua mãe descobriu um tumor no cérebro. “A minha casa estava em festa, mas de repente aquela alegria acabou e eu fiquei assim: ‘Não, Deus vai curar, amém. Seja feita a minha vontade’.”, afirmou.

No entanto, a intérprete contou que enxergou, mais tarde, que nem todos os processos se dão com base na vontade humana. “O nosso Deus pode sim todas as coisas, mas às vezes essa não é a vontade Dele. Às vezes a própria pessoa que está doente já sabe que Deus vai levar”, pontuou.

“Minha mãe dizia: ‘Bruna, eu vou para o hospital, mas eu não vou mais voltar’. Eu dizia: ‘Tá repreendido em nomes de Jesus’, porque eu não queria que isso acontecesse. Ela era a minha melhor amiga, que orou comigo, e eu não imaginava jamais que isso ia acontecer na minha vida”.

Bruna afirmou que, quando a morte de sua mãe ocorresse, ela morreria junto. O falecimento, no entanto, se deu em janeiro de 2002. A artista afirma que foi “o momento mais difícil pra mim”. A artista, na época, estava na pré-adolescência.

“Aquela pessoa que eu tanto amei, que eu amava, posso dizer hoje com todo meu coração, eu amava mais ela do que a Deus, porque eu não conhecia a Deus como está escrito em Jó, o que eu mais temia sobreveio sobre a minha vida. Eu era tão apegada que dizia: ‘Eu não vou conseguir suportar essa dor’.”

Ela afirmou que, no momento do luto, parecia que tudo tinha acabado em sua vida. “Eu tinha 13 anos e eu tentei me jogar do oitavo andar, eu tentei cortar os meus pulsos, eu tentei tirar a minha própria vida, porque eu achava que nada mais fazia sentido para mim”.

“Olhava para o meu pai, via o meu pai emagrecendo diante de tanto sofrimento. Olhava para o lado, via uma irmã de sete anos e eu me perguntava quem ia cuidar dela agora? E do meu pai?”, questionava. No entanto, a artista afirmou que, com o processo de luto, aprendeu novas questões.

“Foi naquela época que eu comecei a conhecer a Deus verdadeiramente e comecei a entender que aquela era a vontade de Deus e que a minha mãe já sabia que ia morar com o Senhor. E eu não poderia parar”, afirmou a cantora.

Assim, Bruna contou que recomeçou sua vida. “Antes eu conhecia o Deus da minha mãe, e quando o Senhor a levou eu tive que aprender a depender de Deus. Eu tive que aprender a viver dependendo completamente do meu Senhor e mais uma vez Deus foi fiel”.

(Gospel Prime)

One comment

  1. Me senti assim como ela , mas no meu caso foi o meu filho primogênito. Até hoje parece um pesadelo que parece não ter fim , não tenho outra saída a não ser me entregar e depender totalmente de Deus. Eu já perdi meus pais , mas não DE pra comparar com a perda de um filho. Quem já perdeu um filho sabe bem do que estou falando. Mas o meu Redentor Vive.

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