Entrevista com a Ana

A revista “Enfoque Gospel” fez uma entrevista com a Ana Paula. Essa entrevista está na sessão 69 da revista, feita pela jornalista Virginia Rodrigues, e que você confere na íntegra agora:

Até aqui, aos 30 anos de idade, ela pode dizer: “Grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres”. Observando a vida de Ana Paula Valadão, não há como duvidar desse versículo como prova do amor de Deus em sua vida. Nascida em Belo Horizonte (MG), é lá que, primeiramente, ela tem mostrado seus frutos, que se espalham por todo o Brasil e pelo mundo, seja como filha do pastor Márcio Valadão, como esposa de Gustavo Bessa, como mãe de Isaque, como serva de Deus, como líder de um trabalho que marca essa geração de seguidores de Cristo.

Falar de Ana Paula Valadão, uma mulher comum, mas escolhida por Deus, é falar de alguém que faz do trono de Deus um lugar para se estar sempre diante, buscando quebrantamento, perdão, novas promessas, esperança e renovação no Espírito de Deus. Mas ela mostra-se disposta a dividir sua bênção, compartilhar sua visão.

A cantora também revela seu lado caseiro, seu jeito mineiro. Em uma entrevista concedida à revista Enfoque, em São Paulo, entre uma programação e outra, ela diz que prefere orar pela manhã, que seu hobby é fotografar seu querido filho, que a comida que mais gosta é a lasanha feita por sua sogra e que ter mais filhos faz parte de seus sonhos para o futuro.

Prestes a completar mais um ano de atividades em Diante do Trono – ministério que possui várias frentes de trabalho – com projetos em pleno andamento, Ana Paula não hesita em mostrar-se como é e registra, através da Enfoque, mais uma oportunidade de agradecer a Deus por tudo o que Ele tem feito até aqui e pelo muito que ainda fará. Que essa bênção seja para todos nós!

ENFOQUE – Como foi a sua formação espiritual? O que mais marcou seus primeiros passos como crente em Jesus?

ANA PAULA – Eu tive o privilégio de nascer em um lar cristão, com referenciais excelentes de espiritualidade, de busca de Deus. Eu me lembro de orar recebendo a Jesus aos oito anos de idade e, a partir de então, passei a ter várias experiências com o Senhor. Foram muitas orações respondidas, ainda criança, e muitos marcos na minha caminhada de fé que me acompanham até hoje.

ENFOQUE – Como aconteceu a Ana Paula Valadão como cantora e, conseqüentemente, adoradora?

ANA PAULA – Eu canto na igreja desde criança. Na minha adolescência, comecei a aprender a cantar em um grupo chamado El Shamah, onde desenvolvi as técnicas e a sensibilidade musical que tenho hoje. Como aconteceu a Ana Paula adoradora?… Acredito que foi algo que comecei a aprender desde pequena, me espelhando na vida dos meus pais e em outros referenciais que Deus colocou em meu caminho. Adorar é algo que vai muito além de cantar e é a totalidade das nossas vidas. Isso foi impresso em mim desde o princípio, e é a aspiração da minha vida continuamente.

ENFOQUE – O que mais a atrai no louvor, considerando a melodia, a letra, a liturgia, a proposta de adoração?

ANA PAULA – Em um cântico de louvor, o que me atrai é a melodia em união com a letra. Juntas, podem ser algo tão especial que toca o mais profundo do coração. Uma letra sincera e uma melodia carregada de sensibilidade, de paixão, são capazes de gerar um impacto tão grande que podem provocar, em quem ouve, uma nova postura, uma atitude nova diante de Deus.

Quanto à liturgia, o que me atrai é a liberdade do Espírito Santo. Isso não significa falta de ordem, ou tempo ilimitado para ministrar, mas sim, uma entrega do controle da reunião ao Espírito, pois Ele pode fazer em meia hora o que o homem não faz em uma vida.

ENFOQUE – Por que o nome Diante do Trono? Existe algum acontecimento que justifique a escolha?

ANA PAULA – Esse foi o nome do nosso primeiro CD, por causa de uma das canções que Deus havia me dado. À medida que as coisas foram acontecendo em nossas vidas, e nosso ministério foi tomando forma, esse foi o nome que assumimos. Quando olhamos pra trás, percebemos que Deus escolheu esse nome para nós. O significado dele é tão profundo e tão intimamente ligado ao que é adorar, que nos maravilhamos.

ENFOQUE – Como define o crescimento de seu ministério, independentemente da ação do Espírito Santo. O que mais influenciou depois de Deus?

ANA PAULA – Acredito que é o nosso compromisso com a excelência. Somos todos apaixonados pelo que fazemos. E queremos sempre fazer o melhor: para o Senhor e para as pessoas que receberão através de nós.

ENFOQUE – Como funciona os bastidores de Diante do Trono em termos de equipe, logística, apoio etc.?

ANA PAULA – Temos uma equipe muito comprometida com a visão que Deus nos deu e que me auxilia em tudo, na execução dos sonhos que o Senhor coloca em meu coração. Além dos membros do grupo – músicos, cantores, dançarinos, que trabalham duro para cumprirem suas responsabilidades –, há todo o pessoal que trabalha na administração da empresa e na produção dos eventos.

ENFOQUE – Que maior influência recebeu de seu pai, o pastor Márcio Valadão?

ANA PAULA – Acredito que foi o coração sincero diante de Deus. Mesmo errando, algumas vezes, havia nele uma motivação correta. Esse é o maior legado que meu pai me deu.

ENFOQUE – Fale de seu relacionamento com o pastor Gustavo Bessa, seu esposo. Como foi o namoro e o que mais priorizam na vida conjugal?

ANA PAULA – Nosso namoro foi uma bênção. Nós nos conhecemos e, depois de quase dois anos, nos casamos. O que mais priorizamos é a nossa intimidade, a cumplicidade. Damos atenção a nós dois como pessoas, como gente, e coração.

ENFOQUE – Como enfrenta dificuldades e o que considera mais difícil entre a teoria e a prática na hora de vencê-las?

ANA PAULA – A minha grande dificuldade é lidar comigo mesma, com meus medos, meus desânimos, minha passividade, que, muitas vezes, tentam me parar diante das lutas, me travar. Mas o Senhor sempre me encoraja, me fortalece, e eu avanço em oração, jejuns e em comunhão com pessoas que estão ao meu lado.

ENFOQUE – A maternidade foi um grande presente em sua vida. O que mais a fez crescer como mãe de Isaque desde 2006?

ANA PAULA – Creio que foi a responsabilidade que Deus estava me dando de cuidar de alguém tão de perto, nas coisas mais simples. Eu cresci muito, pois até ser mãe, eu me achava muito egoísta. Hoje não vivo mais para mim; literalmente, vivo para meu querido filho, dádiva de Deus.

ENFOQUE – Diante do Trono tornou-se sucesso, seja no âmbito espiritual, seja nos eventos lotados, seja por meio dos CDs. O que isso provoca em você, tanto positiva quanto negativamente?

ANA PAULA – É difícil lidar com o sucesso. Nós nos tornamos pessoas públicas, com muita gente querendo saber da nossa vida, da nossa intimidade. A perda da privacidade, em alguns momentos, é um peso. Por outro lado, isso nos traz um grande privilégio, que é falar ao coração de muitas pessoas, influenciar muita gente. Essa responsabilidade e privilégio também nos motiva a estar sempre bem diante de Deus, para que Ele apareça em nós e supra as necessidades das pessoas.

ENFOQUE – Como acontece o processo de criação de suas composições?

ANA PAULA – Cada música tem uma história. Às vezes, é no chuveiro que acontece. Outras, se dá até brincando com o meu filho. Outras, como fruto de parar diante de um papel em branco e colocar arduamente para fora o que está em meu coração. Depois entrego aos arranjadores, e eles fazem algo maravilhoso com as simples canções que escrevi.

ENFOQUE – Que CD lhe deu uma sensação de maior edificação que os outros?

ANA PAULA – Não tem jeito. Cada filho é especial, amado, único. Com os CDs, eu sinto da mesma maneira.

ENFOQUE – Que canções evangélicas mais gosta de ouvir? Prefere que estilo, que cantor etc.?

ANA PAULA – Gosto muito de ouvir adoração, não importa o estilo. Quem geralmente está tocando na minha casa, para citar apenas alguns, é a pastora Ludmila Ferber, o meu irmão André Valadão, pastor Cirilo e, recentemente, o novo CD da Marina de Oliveira, que está muito ungido. Há também adoradores internacionais que me edificam muito, como Matt Redman, que ultimamente é quem também tenho escutado.

ENFOQUE – Como avalia a música evangélica brasileira, considerando métrica das letras, ritmos e melodias?

ANA PAULA – Acho que perdemos muito da poesia, da inteligência das composições do passado. Ainda que o estilo tenha mudado, creio que podemos ser artistas excelentes, que escrevam com poesia, com sentimento, e não o que temos muitas vezes visto e ouvido por aí. Falta arte.

ENFOQUE – Que expressão ou palavra gosta de usar para definir a sua identidade como Ana Paula Valadão?

ANA PAULA – Simplicidade. Pelo menos, é isso que eu gostaria de transmitir, porque é o que se passa em meu interior.

Créditos a Revista Enfoque.