Evangélicos nos EUA não querem mais ser chamados de “Evangélicos”

A Sociedade Evangélica da Universidade de Princton, nos EUA, passou a se chamar Sociedade Cristã de Princeton.

Ela mudou o seu nome para se dissociar das conotações negativas da palavra “evangélica”, que remete à ideia do conservadorismo da extrema-direita religiosa.

Outras entidades e religiosos estão fazendo a mesma coisa. Tony Campolo, pastor e fundador do movimento Red Letter Christians, adotou a tendência.

Conselheiro espiritual do ex-presidente Bill Clinton, ele disse que passou a se sentir “desconfortável” em se apresentar como “evangélico” porque as pessoas supõem coisas sobre ele “que não são verdadeiras”.

“Nós [fiéis da igreja dele] não somos favoráveis à pena de morte nem à guerra. Não odiamos gays e não somos antifeministas.” O pastor Boz Tchividjian, neto do reverendo Billy Graham, também rejeita o rótulo. “Evangélico” não é como ‘batista’ e ‘episcopal’, que podem ser claramente definidos.”

“Quando você usa esse termo para uma pessoa, você é definido pela forma que ela interpreta.”

No Brasil, seguidores de religiões centenárias, como a luterana e a metodista, também não gostam de ser identificados como os neopentecostais, genericamente chamados de “evangélicos” e que têm sido massa de manobra de pastores fundamentalistas e intolerantes.

(Paulopes)

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