“Há uma ação deliberada para me silenciar e calar”, diz Marina Silva

Marina Silva estreou uma campanha que a Folha de S. Paulo lançou nesta semana, para incentivar a participação das mulheres na política, escrevendo um artigo no qual afirma que é vítima de uma “ação deliberada de silenciar e ocultar”.

Segundo a ex-senadora, não é verdade que ela está “sumida” dos debates sobre a crise que o País atravessa desde a eleição de 2014. “(…) todos os dias participo do debate público com os meios que disponho, principalmente minhas páginas na internet e nas redes sociais”, afirmou.

No artigo, Marina afirmou que desde aquela disputa eleitoral, ela é criticada pelo “aparecimento repentino” e “acusada de oportunismo”. Isso, em sua visão, não corresponde à realidade. Ela avisou que vem participando de eventos de destaque nacional e internacional, como a Brazil Conference, organizada por alunos brasileiros das universidades de Harvard e do MIT. Só que a mídia não tem dado espaço para esse tipo de assunto, preferindo as fake news, argumentou.

“É possível e legítimo que algumas pessoas desconheçam o que faço como professora, ativista socioambiental e dirigente de um recém-criado partido político, a Rede Sustentabilidade. Mas me parece que não é disso que se trata. Há uma ação deliberada de silenciar e ocultar, certamente porque grande parte das causas que defendo incomodam a alguns segmentos muito zelosos de seu suposto poder de controle e intimidação”, disse Marina.

A abertura da série da Folha tem como foco a PEC 181, que pode proibir o aborto no Brasil até nos três casos já previstos em lei, inclusive o estupro. A pré-candidata a presidente pela Rede Sustentabilidade não se posicionou sobre o assunto.