Heloísa Périssé faz igreja evangélica em casa onde prega e ora: “Tem culto toda terça”

Heloísa Périssé está de volta na segunda temporada da comédia “TOC’s de Dalila” (Multishow). Na conversa abaixo, a atriz fala das filhas, de tolerância e da igreja que fez em sua própria casa.

O que você gosta de fazer num domingo?

Dia de curtir a família, ver série, mas também de orar. Sou presbiteriana, religião é importante para mim, e fiz uma igreja na minha casa, na Gávea.

Como assim? Um altar?

É uma parte da casa que, há um ano, transformei em local de oração. Eu chamo de Ceuzinho. Tem carpete branco, cadeiras brancas, púlpito, quadro com fotos das pessoas que vêm e os pedidos que elas fazem.

O negócio é sério, então.

Menino, toda terça-feira, às 20h, tem culto aqui com o pastor Aloísio Bacelar, da Igreja Presbiteriana da Barra. E toda primeira terça-feira do mês a gente faz uma ceia.

E você fala nesses encontros?

Aos poucos, eu vou pregando. (Risos.) Já fui mais reservada, hoje falo mais. Meu marido (o diretor Mauro Farias) brinca: “Você fez uma igreja em casa para converter as pessoas e não converteu nem a mim!” Mas esta não é nem nunca foi minha intenção. Quem converte é o Espírito Santo.

Você postou um vídeo na rede sobre os limites da arte, que viralizou. Era um tipo de pregação?

Talvez… É que eu fico bem nessa faixa de Gaza: ao mesmo tempo que sou atriz, tenho meu lado de quem vai à igreja. Na hora em que um lado conhece o outro, a comunicação flui. Tento fazer essa ponte entre arte e religião. Nosso papel como ser humano, digo sempre para minhas filhas, é pegar merda e fazer adubo. Material não falta! (Risos.)

Como é sua relação com as meninas?

Elas estão em fases bem diferentes, a Luísa com 18 anos, a Antonia com 11, mas a gente é muito unida. Elas inclusive se veem no filho da série que eu estou fazendo no Multishow, “TOC’s de Dalila”, que volta para a segunda temporada amanhã. Gostamos muito de viajar juntas, seja um programa mais perto, tipo Angra, ou Nova York, como fizemos pela primeira vez este ano.

As duas querem ser artistas, certo?

Sim, ambas atuam e escrevem. Acho ótimo que já tenham escolhido esse caminho, como também ficaria se fosse outro. Quero que sejam felizes.

(O Globo)

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