Líder do movimento virgem “Eu escolhi esperar” responde acusação de farsa

A marca “Eu escolhi esperar” é bastante conhecida no Brasil, depois que seu criador, Nelson Júnior, começou a viajar o país fazendo palestras para jovens e adolescentes, com o intuito de disseminar a ideia de que só se deve transar depois do casamento, nunca antes.

Recentemente, um artigo foi publicado na internet afirmando que o projeto era uma farsa, e que só servia para seu líder angariar recursos através da venda dos seus produtos, já que há uma coleção de suvenires que podem ser adquiridos com a marca “Eu escolhi esperar”, desde chaveiros até camisetas.

Em entrevista ao Pleno News, o líder do “EEE”, como é conhecido, disse que encara com normalidade as críticas, e acredita que tudo seja fruto da exposição que o projeto ganhou com o passar do tempo: “Recebemos de forma muito natural. Quanto maior a exposição, mais estamos sujeitos a recebermos todo tipo de crítica. Principalmente na internet, que se transformou quase num hospício, um pátio cheio de pessoas quase sempre falando sozinhas. Atualmente as pessoas têm uma necessidade incrível de emitir opinião sem terem sido consultadas. Mas, graças a Deus, algumas dessas críticas já nos ajudaram muito a corrigirmos falhas e melhorarmos nossa comunicação com o público”, afirmou.

Aos que afirmam que o trabalho não tem um propósito muito claro e que é utilizado como faxada para arrecadar recursos e vender produtos, Nelson Júnior diz que não espera que todos entendam a proposta do mesmo, mas que ao menos o respeite: “Você não precisa concordar, só precisa respeitar. Isso serve para tudo na nossa vida. Hoje as pessoas querem combater o preconceito, mas sem perceberem, o discurso que elas usam, muitas vezes, é preconceituoso”, concluiu.

Tadeu Ribeiro
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