Microevolução X Macroevolução

“Acho impossível que um indivíduo contemplando o céu possa dizer que não existe um Criador.”Abraham Lincoln

Se, dentro da questão “origem da vida”, negar que os seres são dotados de capacidades de evolução é ignorância, acreditar que tudo o que hoje conhecemos nasceu de um mero acaso é uma ignorância ainda maior. E ainda que a teoria do “Design Inteligente” não esteja em acordo com o que a Bíblia defende, em que vamos acreditar? Há alguns fatos que podemos analisar:

Dentro dos prospectos da evolução, existem dois diferentes ramos: a macroevolução e a microevolução. A macroevolução pode ser descrita como uma ideia na qual todas as formas de vida atuais (plantas e animais) se desenvolveram durante bilhões de anos a partir de um ancestral único e comum, como resultado de processos não guiados (ao acaso). Ela se refere a mudanças nos tipos de animais e plantas da terra, mudanças que aconteceram durante longos períodos de tempo, com novas formas de vidas (mais adaptadas) substituindo as velhas.

A ideia é esta: em algum ponto do passado, bilhões de anos atrás, uma explosão (normalmente chamada “Big Bang”) deu origem ao planeta Terra. Entre os elementos químicos presentes nesse planeta recém-formado estavam aqueles que tornariam a vida possível. As condições estavam bem certas e um único organismo vivo se desenvolveu a partir de uma “sopa primordial” na Terra. Outros organismos provieram desse único e começaram a adquirir várias características em resposta ao seu ambiente. Por causa de sua capacidade de adaptar-se e de mudar, novas espécies apareceram e as mudanças continuaram.

Por meio do processo de “seleção natural” (sobrevivência do mais apto) durante estes bilhões de anos, todos os organismos vivos evoluíram para o seu estado presente. Daí em diante, em grande escala, novos organismos e novos tipos se originaram dos mais velhos, junto a grandes episódios de extinção. Isso responderia pela existência de todas as formas de vida sobre a Terra.

A microevolução, também conhecida como “Teoria Especial da Evolução”, refere-se a mudanças menores, limitadas, em uma “espécie” ou tipo de planta ou animal. Dentro de uma dada espécie de animal, há variações que aparecem de geração em geração. Por exemplo, dentro da família dos animais conhecidos como cães, pode-se observar muitas variações diferentes. Muitas raças existem com características que podem ser facilmente notadas, distinguindo uma raça da outra. Elas são pequenas ou grandes e de diferentes tamanhos, cores e temperamentos. Mas são todos cães.

Com essas definições de micro e macro evolução, podemos levantar algumas questões:
– Os darwinistas se baseiam na macroevolução: toda a teoria fundamentada por Darwin e que foi reformulada por cientistas, compondo o neodarwinismo, está totalmente baseada na macroevolução.
– A macroevolução não é comprovada pela ciência: isso mesmo. A Teoria Darwinista apóia-se na macroevolução, mesmo sendo ela uma ideia não comprovada pela ciência. Para ser comprovada, os “elos” perdidos que unem as espécies evolutivas deveriam ter sido descobertos, o que não aconteceu. Um exemplo disso é a questão do “elo” que deu origem aos macacos e aos humanos. Desde que Darwin publicou sua teoria, expedições são feitas para encontrar esse poderoso e desejado “artefato”, mas todas as tentativas foram sem sucesso.
– Darwinistas defendem a macroevolução a partir da microevolução: por ser uma ideia não comprovada e supostamente errada, a macroevolução é defendida pelos darwinistas através da comprovação científica da microevolução. É notável e unânime entre os cientistas a veracidade da ideia de microevolução entre os seres. E para “pegar carona” nisso, o darwinismo apóia-se na ideia de que a microevoluação é capaz de explicar a macroevolução, questão essa sem lógica, já que são duas coisas distintas. Cientistas fizeram testes bem-sucedidos em laboratórios que comprovaram a microevolução e, a partir disso, começaram a afirmar que a macroevolução também existe, mesmo que o título de “comprovada” seja atribuída na verdade à microevolução. É afirmado, inclusive, pela genética, que as pequenas mutações em genes que explicam a microevolução são impossíveis de explicar eventos macroevolutivos, como a origem de um mamífero a partir de um réptil.
– A Bíblia não condena a microevolução: ao contrário das ideias que a macroevolução traz, onde Deus é excluído do processo de criação do mundo, a microevolução não entra em choque com a Bíblia. Evoluir para se adaptar ao meio em que vive e às circunstâncias é mais do que uma atitude inteligente vinda do Criador para sua criação.

Concluo, portanto, que a resposta mais óbvia para a criação de toda a terra está fundamentada na microevolução. Deus, o Criador, nos fez segundo o seu propósito, como descrito em Gênesis, e nos criou para vivermos em comunhão com seu amor, dotados de características, como a microevolução, que nos tornam capazes de sobreviver e nos adaptar em um mundo que não se adapta ao nosso modo de vida.

“Deus é a lei e o legislador do Universo.” Albert Einstein

Até a próxima pessoal!

Tadeu Ribeiro
[email protected]
Supervisão de Texto: Rafael Rocha
Artigo Consultado: http://www.estudosdabiblia.net/2002122.html



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Tadeu Ribeiro

Tadeu Ribeiro é editor-chefe e fundador do Portal do Trono. Atualmente é estudante de Direito na Universidade Federal de Campina Grande. Apaixonado por Deus, pela música e pela informação. Um chamado que está sendo atendido, e edificado milhões de vidas no Brasil e no mundo.

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