“Não permito que o Diabo tome conta dos meus atos”, diz Tony Ramos

“Falando do diabo, aparece o rabo”. “O cão chupando manga”. “Comendo o pão que o diabo amassou”. Há milênios, a figura absoluta do mal povoa o imaginário humano. Mas o demônio realmente existe?

Ao menos na TV, a partir desta quinta-feira (20), quando estreia a série “Vade retro” na Globo, ele terá nome e sobrenome — bem sugestivos, aliás: Abel Zebu. E aparecerá personificado, vejam só, em Tony Ramos, artista de imagem publicamente imaculada. Só pode ser piada… E é!

— As pessoas vão rir, mais do que se assustar, e se assustar ao perceberem que estão rindo — acredita Tony, que surgirá com as sobrancelhas arqueadas e elegantemente vestido com ternos pretos.

Empresário poderoso, Zebu dá palestras motivacionais, nas quais ensina: “É o medo que move o mundo, não é o amor”. Maquiavélico, ele vai jogar toda sua sedução para cima da advogada Celeste (Monica Iozzi), que é o retrato da ingenuidade.

— Zebu é riquíssimo, e 80% do que tem está no caixa 2. Ele procura Celeste porque quer dedicação total e lhe paga uma fortuna. Temática atual, não? — comenta Tony, afirmando que a série vai usar de humor para fazer refletir sobre valores morais: — Conseguimos domar a sadia vontade de vencer na vida para não deixá-la se transformar numa ambição desenfreada?

Escrito por Fernanda Young e Alexandre Machado — mesma dupla de autores de “Os normais” — e sob a direção de Mauro Mendonça Filho, o “terrir” (terror + comédia) “Vade retro” promete instigar o telespectador ao longo de seus 12 episódios.

— Paira a dúvida: Zebu é uma entidade ou só um cara de más intenções? Até a equipe técnica ficou incomodada — conta o ator, aos risos.

‘Sou um cristão muito lúcido, nada fanático’
Muito religioso, Tony Ramos diz que, num primeiro momento, ficou preocupado em saber que encarnaria o próprio diabo na TV.

— Mas percebi que a série não era maniqueísta. Temo a Deus e é a Ele que presto contas. Lamento o ateu, mas não posso criticá-lo. Não quero catequizar ninguém. Sou um cristão muito lúcido, nada fanático — enfatiza Tony.

Para o ator, o demônio está em toda parte, não é um só:
— É a tentação que atiça cada um, 24 horas por dia, nas diversas situações da vida. Eu não permito que ele tome conta dos meus atos. Não há em mim rancor, inveja ou vaidade. Há muitos anos, ouço “Como ele é bom!”, como se isso fosse uma excentricidade. Sou só um homem bem-resolvido com o que tenho e o que sou. Não quero ser exemplo, cada um que encontre a sua felicidade.

(Extra)



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