Pergaminhos do mar morto dão mais detalhes da última semana de Jesus

Eshbal Ratson e Jonathan Bem-Dov, pesquisadores da universidade de Haifa, em Israel, decifraram 42 fragmentos codificados dos chamados Pergaminhos do Mar Morto. Os manuscritos foram encontrados pela primeira vez na história em 1947, e contém cerca de 900 documentos escritos em código. Eles são o exemplar mais antigo da bíblia hebraica.

Pergaminhos do mar morto dão mais detalhes sobre Jesus

Acredita-se que o manuscrito foi escrito pelos essênios. Povo judeu que saiu do Egito para o deserto. Eles eram um povo humilde de grande conhecimento, que foram viver nas margens do Mar Morto em Qumrám. Os essênios foram umas das principais seitas religiosas da palestina (saduceus, fariseus e essênios). E segundo informações do Guiame, no último rolo dos pergaminhos do mar morto ainda não foi traduzido pelos pesquisadores, e com isso existe a possibilidade de se encontrar uma pista que vai ajudar os estudiosos da Bíblia na construção de um novo calendário, onde serão descritos novos acontecimentos da última semana de Cristo na Terra.

Jim Sibley, professor da Faculdade da Bíblia em Israel, disse que Jesus pode ter trabalhado com seus discípulos de acordo com o calendário usado pelo essênios. Para ele, isso pode explicar o relatório sobre a morte de Jesus e outros acontecimentos relatados nos evangelhos de Cristo, como por exemplo sobre Jesus ter ceado na páscoa um dia antes de sua morte, e o sinal que Ele deu aos seus discípulos para que eles soubessem onde aconteceria a ceia. Acredita-se que esse último momento de Cristo com seus apóstolos pode ter ocorrido na casa de um essênio, que proporcionou o banquete de páscoa da turma.

Os essênios e a última ceia de Cristo
O professor disse que alguns estudiosos acreditam que a área do sudoeste de Jerusalém pode ter sido o lar desse povo. Considerando assim que um membro essênio pode ter tido fé em Jesus e seguido Ele em Jerusalém. O povo essênio usava na sua comunidade o calendário de 364 dias, que foi conhecido e traduzido a partir de documentos antigos. Essas novas descobertas dos Pergaminhos do Mar Morto mostram a importância do calendário recentemente traduzido conhecido como “4Q324d”, que marca os acontecimentos do primeiro século, diz Sibley.

Outros estudiosos como Lamar Cooper, professor de Criswell que ajudou a escavar uma caverna onde foram localizados alguns scrolls do Mar Morto, disse para o Baptist Press que essa última tradução é realmente instigante: “Quando os pergaminhos do mar morto foram encontrados pela primeira vez (em 1947), as pessoas pensavam que não valia a pena”. Cooper, que também é especialista em velho testamento e arqueologia, disse que “ao longo dos anos, tudo o que apareceu (dos Pergaminhos do Mar Morto) tem reafirmado o que a Bíblia diz”, afirmou.

Raquel Bispo
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Sob a supervisão de Tadeu Ribeiro.