Polícia investiga Ministério Apascentar de Nova Iguaçu por lavagem de dinheiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou na última quarta (17) uma operação que investiga vendas ilegais de vale-transportes, além de lavagem de dinheiro. Entre os alvos estão empresas de transporte e a igreja do Pastor Marcus Gregório. O Ministério Apascentar de Nova Iguaçu, responsável pela banda gospel “Toque no Altar”, teria recebido 400 mil reais em um esquema ilegal. A operação foi batizada de “Fantoche”.

Segundo os agentes da Delegacia de Defraudações, cerca de 130 empresas estão sendo investigadas, além da igreja. Eles compravam ilegalmente vale-refeições de trabalhadores e retinham parte do valor como juros. No caso da igreja, ela teria sido usada para lavar o dinheiro. As investigações apontam que um empresário do ramo da beleza utilizava as contas da instituição para fraudar. Em apenas dois meses, cerca de 400 mil reais foram movimentados nas contas da denominação. Foram cumpridos 9 mandados de busca e apreensão nos locais suspeitos. Os mandados foram expedidos para cumprimento na Barra, Glória, Centro e na Baixada Fluminense.

O pastor Marcus Gregório, fundador da instituição religiosa, veio a público para dar sua versão. Segundo ele, as acusações são falsas, “totalmente mentirosas”. Ele afirmou também que “não deve nada”, e o único dinheiro que pega da igreja é o seu salário, um “direito”, diz ele. O pastor disse ainda que está à disposição para quem quiser acesso ao seu sigilo bancário e fiscal. “Me liga, me chama, que eu vou entregar. Por que? Não devo nada. Não devo absolutamente anda”, insiste.

O Ministério Apascentar existe desde 1994, e começou a ganhar destaque após o grupo “Toque no Altar” emplacar no gospel. Hoje em dia cerca de 3 mil pessoas se reúnem diariamente nos cultos do ministério. E o pastor Marcus garante que as investigações não irão intimidá-lo: “Não vão, não!”. Disse ainda que o ano “está só começando”, e disse que acredita na Justiça: “Ela vai prevalecer.”

Tadeu Ribeiro
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