“Religião não se mistura com política”, diz João Dória após se encontrar com Papa Francisco

Após visita ao Papa Francisco, em que pediu ao pontífice que reconsiderasse sua decisão de não viajar ao Brasil, em outubro, para a celebração dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta quarta-feira, em Lisboa (Portugal), que política e religião não se misturam.

— Entendo que religião não se mistura com política. Neste caso, é uma questão religiosa e histórica. Entendo que não deve haver nenhum tipo de alusão à questão política, partidária ou situacional. É uma questão de religião.

Na capital portuguesa para participar do V Seminário Luso-Brasileiro de Direito, que é organizado pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) e tem o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, como sócio, o prefeito disse que o Brasil “é um país que tem o catolicismo como religião”.

— (O Brasil) é um país que tem o catolicismo como religião, e a padroeira do Brasil é a Nossa Senhora de Aparecida. Trezentos anos não acontece muitas vezes, né? — afirmou Doria, que chegou atrasado ao evento por causa do encontro com o Papa no Vaticano.

ENCONTRO COM O PAPA
A reunião de João Doria com o Papa, na Basílica de São Pedro, aconteceu no dia seguinte ao pontífice dizer que não iria ao Brasil. O tucano foi ao local acompanhado da mulher, Bia Doria, e da filha, Carolina.

— Sugeri ao Papa que ele pudesse reavaliar sua decisão de não ir ao Brasil no próximo mês de outubro. Sou brasileiro, e os brasileiros não desistem nunca, são muito perseverantes. São 300 anos da padroeira do Brasil em uma nação com o maior número de católicos do planeta. São 130 milhões de católicos no Brasil — disse ele.

Segundo Doria, o pontífice respondeu que “é difícil”. Mesmo assim, o prefeito disse que perguntou se seria possível que a hipótese fosse reconsiderada. O tucano falou ainda que recebeu apenas um sorriso de volta.

— Na sequência, ofereci a ele a bandeira brasileira e pedi a sua benção. Aliás, solicitei também as bençãos do Papa aos brasileiros, especialmente aos mais pobres e aos mais humildes — explicou.

Segundo Doria, não houve nenhuma menção à carta do Papa enviada ao presidente Michel Temer, em que o pontífice comenta sobre a crise no Brasil.

(O Globo)



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