Teólogo discorda e confronta pastora que diz ter ido ao inferno 15 vezes

O programa “Superpop” da RedeTV! da última segunda (26) trouxe um debate sobre a comunicação dos humanos com os mortos. No palco, estavam presentes com a apresentadora Luciana Gimenez alguns líderes que tentavam esclarecer os questionamentos dos espectadores.

Luciana Gimenez comanda debates sobre vida pós-morte no Superpop

A pastora Yonara Santos, por exemplo, falou sobre sua experiência de visitar o inferno e voltar. Essa prática é muito utilizada por outros diversos pastores, que também dizem ter tido a oportunidade, ou de visitar o inferno, ou de visitar o céu. No caso de Yonara, ela afirma que chegou a ir ao “lar do demônio” por nada menos do que 15 vezes.

O pastor e teólogo Bruno dos Santos, que também estava participando do debate, disse discordar da visão de Yonara, já que, para ele, a Bíblia deixa claro que o inferno ainda não existe, e só se concretizará após o juízo final: “A experiência é válida para você, mas ela não pode ser uma base para todas as pessoas. Por exemplo, a Bíblia relata que o inferno não existe ainda”, disse.

A pastora Yonara tentou sustentar sua versão trazendo ao debate a história do rico e Lázaro, contada por Jesus, onde duas pessoas que estão em lugares opostos após a morte, um no céu e outro no inferno, conversam entre si. O pastor Bruno, então, afirmou que aquilo tratava-se apenas de uma parábola usada por Cristo, e que não era, necessariamente, uma história verídica: “O Rico e o Lázaro’ é uma parábola. O fato de Jesus citar um nome dá uma importância a essa parábola, mas ela não deixa de ser uma história que irá acontecer. O inferno ainda é uma realidade que não existe no mundo espiritual”, esclareceu.

Para finalizar, Bruno dos Santos disse que deve-se ter um certo cuidado sobre experiências pessoais que acabam se tornando doutrina para outras pessoas, no que classificou como uma mentira: “Quando a gente passa uma experiência como uma verdade absoluta, a gente cria uma doutrina em cima disso. A experiência dela é dela. O fato é que esta experiência não pode ser transformada em uma doutrina e as pessoas passarem a acreditar em uma mentira”, finalizou.

Assista abaixo o debate:

Tadeu Ribeiro
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