Thalles critica redes sociais e diz que erros foram “permissão de Deus”

O cantor Thalles Roberto é uma figura bastante conhecida no cenário musical brasileiro. Ele já passou pelo grupo de pop rock Jota Quest, além de gravar com Jammil e Uma Noites. Após alguns anos ingressou no gospel, e teve seu nome reconhecido em todo o país. Canções como “Deus da minha vida” e “Deus me ama” tomaram conta das igrejas evangélicas anos atrás, lotando a agenda do cantor e atraindo para ele diversos prêmios e certificações por milhares de cópias vendidas. Mas bastou uma única declaração para tudo ruir. E acredite, ela foi suficiente, de fato.

Thalles disse que estava “acima da média” no gospel.

Thalles disse durante um show em 2015 que era “acima da média” dos outros cantores gospel. Ele chegou a afirmar que era o “mais rico” dentre seus colegas, e que era o melhor de todos porque, em suas palavras, a voz que Deus o havia dado “não deu para mais ninguém”. A polêmica foi gigante. Diversos cantores gospel vieram a público rebater a fala do cantor mineiro, e o público o rebaixou a um esquecimento imensurável. A repercussão negativa foi catastrófica, e ele passou mais de 2 anos longe do mercado, voltando agora no fim de 2017. E com uma visão sobre tudo que passou, e que pra ele foi um “aprendizado”.

Em entrevista ao Gospel Prime, o músico disse que tudo que passou foi permitido por Deus para que ele tirasse várias lições de tudo e aprendesse a ser alguém melhor: “Os processos de Deus são necessários, curam as nossas deficiências e nos fazem pessoas melhores”, disse. Uma humildade que antes não perseguia o cantor. No entanto, alguns traços de estrelismo e não-conformismo com as críticas parecem resistir dentro dele em meio a essas mudanças apresentadas. Ele afirmou que as redes sociais, responsáveis por boa parte da avaliação negativa de seus atos, foi uma grande vilã, desmerecendo, ao que parece, as palavras proferidas naquele fatídico show e registradas em vídeos que são facilmente encontrados no Youtube, e que trazem uma mensagem clara sobre o que ele de fato pensava à época: “Eu acho que as redes sociais deram voz a quem não poderia falar!”, disse ele agora.

A responsabilidade seria das redes sociais, implacáveis, ou dele, que possuía o microfone e detinha o poder de fala? Que cada um julgue conforme achar correto. Mas é notório que o mercado e o público ainda não confia totalmente na mudança do músico. É aquela confiança de um olho fechado e outro aberto. As pessoas mudam, sim. Mas seus atos e as consequências destes, ecoam por muito tempo.

Tadeu Ribeiro
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