Vocalista do Oficina G3 causa polêmica após cantar música dos Beatles em show

O cantor e compositor brasiliense Mauro Henrique participou, nesta quinta-feira (17), de um show do Projeto Sócio de Carteirinha, da banda capixaba Clube Big Beatles. O evento, que se deu no Teatro da Ufes, reuniu canções em homenagem aos Beatles, um dos conjuntos mais importantes na história da música.

Mauro, que é vocalista da banda Oficina G3 desde 2008, quando lançou Depois da Guerra, interpretou canções de diferentes períodos dos Beatles, como “Come Together” (Abbey Road, 1969), “Let It Be” (Let It Be, 1970), “Hello, Goodbye” (Magical Mistery Tour, 1967), “Get Back”, “Dig a Pony” (ambas de Let It Be, 1970) e “Blackbird” (The Beatles, 1968).

Mauro, em entrevista ao A Tribuna, afirmou que é fã dos Beatles e nunca tinha cantado músicas da banda em alguma apresentação. “Achei superlegal”, disse o artista, acerca da apresentação em Vitória, capital do estado do Espírito Santo.

“Já cantei com amigos, mas não em um projeto tradicional como esse. Fiquei até de cara quando recebi o convite do Edu Henning e perguntei: ‘Você tem certeza?’ Ele me falou de alguns artistas que participaram, fiquei lisonjeado com o convite e, de forma alguma, poderia falar que não iria. Até porque gosto de Beatles!”, afirmou.

O artista ainda falou de resistências de seus fãs. “Essas oportunidades fazem com que as pessoas que têm algum preconceito da religião percebam que não somos bitolados. Tenho uma relação boa com vários artistas seculares. Música, para mim, é música”, reiterou.

Mauro ainda afirma que a Oficina G3 não se prende a um rótulo. Acerca dos Beatles, o processo de escolha foi pela afinidade do cantor. Ainda, afirma que fez uma adaptação nos versos de “Let It Be” por conta da referência de Paul McCartney à sua mãe, Mary – que em português pode ser entendida como uma referência católica à Maria, mãe de Jesus Cristo.

“O louco dos Beatles é que eles são muito abrangentes no estilo. Nunca seguiram fórmula e tudo que se propunham a fazer virava sucesso. Para mim, é muito intrigante. Eles lançavam músicas pra caramba!”, disse Mauro, empolgado.

“Sou de uma banda que lança disco a cada 5 anos. Sei que trabalho é gerir um disco, e os caras eram frenéticos, lançavam novidade sempre! As canções sempre são curtas, cerca de 2 minutos. Penso em como os caras conseguem dizer muito em tão pouco tempo”.

(Gospel Prime)

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