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Cometa do Diabo se aproxima da Terra: saiba como observar

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A nomenclatura Cometa do Diabo surgiu do rastro verde – que lembra chifres - Foto: Dan Bartlett / NASA / Divulgação

O “Cometa do Diabo”, oficialmente conhecido como 12P/Pons-Brooks, está prestes a se tornar visível da Terra nas próximas semanas, especialmente no hemisfério norte, e a partir do dia 21 de abril também no hemisfério sul, incluindo o Brasil. Esse fenômeno ocorrerá quando o cometa alcançar seu periélio, ou seja, o ponto mais próximo do Sol em sua órbita, conforme relatado pelo astrofísico e pós-doutor do Observatório Nacional, Filipe Monteiro.

Atualmente, o cometa está passando pela constelação de Andrômeda, a uma distância de cerca de 245 milhões de quilômetros da Terra. De acordo com Monteiro, as aparições do cometa tendem a ser brilhantes devido às explosões de gás e poeira liberadas de sua superfície.

Durante o periélio, previsto para ocorrer quando o cometa estiver a uma distância de aproximadamente 0,78 unidades astronômicas do Sol, ou seja, mais de 116 milhões de quilômetros, espera-se que o brilho do cometa atinja seu ponto máximo. No entanto, o astrofísico destaca que não há garantias de que o 12P/Pons-Brooks será visível a olho nu, já que seu brilho é imprevisível.

Imagem mostra atual localização do Cometa do Diabo, que passa pela constelação de Andrômeda no céu de Lisboa, capital de Portugal. Imagem produzida com o software Stellarium Foto: Reprodução/Filip
© Fornecido por Estadão

COMO OBSERVAR O COMETA?

Para observar o periélio do cometa, os interessados devem direcionar sua visão para o horizonte oeste, na mesma direção do pôr do Sol, que será o momento em que o cometa estará mais visível.

Em abril, o Cometa do Diabo estará localizado abaixo da constelação de Touro e, em maio, abaixo da constelação de Órion. No entanto, o horário exato em que o cometa se tornará visível varia de acordo com a região do Brasil, devido às diferenças nos horários do pôr do Sol. Em outras horas do dia, mesmo com o uso de binóculos e telescópios, o cometa não será observável.

No Acre, no extremo leste do país, o cometa permanecerá visível até por volta das 19h50. Já no Nordeste, os observadores poderão enxergar o 12P/Pons-Brooks entre 17h45 e 18h20. No Rio de Janeiro, a observação será possível até cerca de 18h20. Regiões mais próximas da Linha do Equador, como Norte e Nordeste, terão uma melhor chance de observar o cometa devido à sua maior altura no céu antes de outras partes do Brasil.

“A maior dificuldade será encontrar um lugar com o horizonte oeste livre, visto que o cometa está muito baixo no céu, numa altura de cerca de 15 graus”, afirma Monteiro. À medida que avançamos para a segunda quinzena de maio, o cometa começará a ficar mais alto, porém, também perderá brilho.

Em 2 de junho, o cometa estará mais próximo da Terra, sem representar perigo de colisão. No entanto, sua proximidade com o planeta não garante uma visualização mais fácil, pois estará mais distante do Sol. Nessa data, os observadores do hemisfério sul ainda poderão avistar o 12P/Pons-Brooks com o auxílio de binóculos e telescópios.

A Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) informa que o cometa já é visível no hemisfério norte com o uso de equipamentos. A expectativa é de que, em 8 de abril, o cometa possa ser visto a olho nu, coincidindo com um eclipse solar total no norte do planeta.

O COMETA QUE TEM CHIFRES

O formato peculiar de chifre do Cometa do Diabo é resultado da pressão da radiação solar, que formou uma cauda de gás e poeira. O astrônomo Elek Tamás, do Observatório Harsona, na Hungria, observou que o cometa estava mais brilhante em 2023 devido a uma explosão, que também alterou sua cauda.

Diversas teorias são exploradas para explicar o formato de chifre do Cometa do Diabo. Algumas sugerem que o cometa está liberando gás e poeira de forma desigual, enquanto outras consideram a possibilidade de obstrução da visão de parte do material brilhante por trás do cometa.

O 12P/Pons-Brooks pertence à categoria de cometas Halley, que são conhecidos por serem periódicos, com órbitas que duram décadas, em contraste com os cometas de longo período, cujas órbitas podem durar milhares de anos, conforme explicado pelos astrofísicos.

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