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CPI para investigar trabalho do Padre Júlio Lancellotti na Cracolândia repercute no Brasil

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Padre Júlio Lancelotti é alvo de CPI em SP - Foto: Werther Santana

O vereador Rubinho Nunes, do partido União Brasil, apresentou um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que visa investigar Organizações Não Governamentais (ONGs) atuantes na Cracolândia, área central de São Paulo. O religioso Padre Júlio Lancellotti, conhecido por sua extensa atuação social na região, é mencionado como possível convocado para “prestar esclarecimentos”. O tema já é um dos assuntos mais comentado no Brasil.

Segundo Rubinho Nunes, a CPI busca examinar a atuação de ONGs na Cracolândia, e especulações apontam para uma possível relação entre o padre Júlio e o pré-candidato Guilherme Boulos (PSOL), tornando a investigação também um pano de fundo para as eleições municipais de 2024.

A Arquidiocese de São Paulo reagiu às notícias sobre a possível CPI, expressando perplexidade e defendendo a dedicação do Padre Júlio Lancellotti às “obras de misericórdia junto aos mais pobres e sofredores da sociedade”. Em resposta, o sacerdote afirmou não ter vínculo com nenhuma ONG, ressaltando que sua atuação independe de convênios com o município.

Rubinho Nunes justifica a CPI argumentando, em vídeo nas redes sociais, que a expansão da Cracolândia está ligada à atuação de ONGs. O vereador afirma que a comissão investigará tanto o trabalho do Padre Júlio quanto o das ONGs que atuam no Centro de São Paulo e recebem recursos públicos.

Embora o requerimento oficial não mencione o nome do padre Júlio, Nunes afirmou nas redes sociais que o convocaria para prestar esclarecimentos. O início dos trabalhos da CPI aguarda aprovação em plenário, com 28 votos necessários. O vereador espera instalar a comissão em fevereiro, após o recesso parlamentar, apesar de ter perdido apoio de alguns vereadores.

Em entrevista ao UOL, Padre Júlio sugeriu que a Câmara dos Vereadores deveria investigar as condições de atendimento aos dependentes químicos. Ele destacou a complexidade da questão da Cracolândia e, ao ser questionado sobre a CPI centrada nele, afirmou: “Se eu sou a causa da ‘cracolândia’, então é fácil: quando eu morrer, no dia seguinte ela não existe mais.”

O religioso prevê que a questão da Cracolândia será explorada nas eleições municipais de 2024, mas até agora, segundo ele, o poder público não apresentou uma solução adequada para o problema. Júlio Lancellotti, conhecido por seu trabalho assistencial a pessoas em situação de rua, alertou que a atenção deve ser voltada para as causas, não apenas para os efeitos, da situação.

A cidade de São Paulo enfrenta um desafio significativo, com mais de 54 mil pessoas em situação de rua, segundo o Observatório Nacional dos Direitos Humanos. O trabalho de Padre Júlio Lancellotti, apesar de elogiado por alguns setores, agora enfrenta a possibilidade de uma investigação parlamentar que aguarda aprovação para prosseguir.

O assunto é tão delicado que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ligou para o padre na noite de quinta-feira (04/01) para prestar “solidariedade e apoio”, após o nome do religioso ter sido apontado como alvo do pedido de CPI na Câmara Municipal de São Paulo.

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