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Minas Gerais

Filha do pastor Jorge Linhares é notificada pela ALMG e relata perseguição

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Daniela Linhares e o pai, o pastor Jorge Linhares - Foto: Reprodução/Instagram

A filha do pastor Jorge Linhares, a pastora Daniela Linhares, da Igreja Batista Getsêmani, de Belo Horizonte (MG), usou as redes sociais nesta terça-feira (17/01), para informar que recebeu uma notificação da Assembleia Legislativa de Minas após ter se empenhado por lutar contra a linguagem neutra nas escolas.

Era 23 de novembro do ano passado quando Dani Linhares compareceu na Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que discutia projetos que prevêem ‘escola sem partido’, ‘linguagem neutra’ e homeschooling em Minas.

Naquela ocasião, houve protesto na galeria da comissão por pessoas contrárias a não aprovação dos projetos, entre elas estava a pastora Daniela Linhares. A pastora mantêm uma ONG que apoia crianças com condições limitadas, como o autismo e problemas visual, e que, segundo ela, poderão sofrer caso passe qualquer lei sobre pronome neutro nas escolas. Por isso, esteve presente na comissão.

De autoria do deputado Léo Portela (PL), os três projetos foram relatados pelo deputado Betão (PT), tendo recebido parecer pela rejeição.

No dia, a comissão votou a favor do parecer contrário ao projeto da ‘Escola sem Partido’ e adiou a votação sobre a educação domiciliar. Em sua justificativa, o autor do projeto argumentou que professores e autores de livros didáticos utilizam suas aulas e suas obras para “promover a adesão dos estudantes a correntes políticas e ideológicas e a padrões de julgamento e de conduta moral, especialmente sexual, incompatíveis com o conteúdo ensinado por seus pais ou responsáveis”.

“PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA”

Neste mês, a pastora recebeu um mandado de intimação da Diretoria da Polícia Legislativa da Casa. Segundo o documento, a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), presidente da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, alegou que foi xingada pela pastora no dia da audiência.

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Por causa disso, Dani terá que se explicar à ALMG na ação movida pela Casa ainda em janeiro. No entanto, ela nega que tenha cometido qualquer crime ou xingamento. Na sua visão, não há provas que ela tenha insultado a parlamentar, haja vista quer havia outros manifestantes no dia e todos estavam se manifestando.

Conforme apurou o Portal do Trono, no dia da audiência havia outras dezenas de pessoas na galeria, e que os xingamentos foram feitos por outras pessoas que estariam perto da pastora. Até o momento, das dezenas de pessoas presentes, apenas Daniela foi notificada, o que mostra que as acusações caíram para ela por fazer parte de uma igreja evangélica.

Além disso, a intimação fez questão de citar a igreja na qual Daniela é vice-presidente. No entanto, a pastora estava representando sua ONG/Colégio que apoia crianças com limitações.

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Por essa razão, disse que sofre perseguição religiosa por ser cristã e pastora de uma das maiores igrejas de Minas Gerais. Além disso, disse que se recusa a crer que seu desejo por uma educação melhor seja o motivo para uma intimação e afirma que é uma situação “perigosa” para cristãos e instituições religiosas em Minas.

“Infelizmente, algumas estão usando a máquina pública para destilar o seu ódio, o seu machismo e o seu preconceito religioso. Não tem outra razão, até pelo fato de eu apenas como uma cidadã fui participar de uma audiência pública para defender melhor qualidade nas escolas, um ensino melhor para todos. E eu me recuso a acreditar que esse meu desejo de uma educação melhor seja o motivo para uma intimação”, disse ela.

“A minha indignação era que a minha reivindicação fosse apenas para que as escolas ensinem as matérias como matemática, geografia, ciência, etc. Exemplo, eu sou pastora e não quero que as escolas sejam a ensinarem sobre o cristianismo assim como eu acho que não serão obrigadas a ensinar sobre nenhuma outra coisa que não seja matemática, geografia política essa intimação o estado de Minas Gerais junto com a sua casa que é a casa do povo ou pelo menos deveria ser ao permitir tal intimação está sendo contra a educação de qualidade independente e empresária que eles, pelo que parece, estão tentando me calar, me intimidar para não lutar por uma educação de qualidade”, falou.

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Por fim, Dani disse que não vai desistir da pauta e que vai lutar até o fim “pela educação de qualidade”.

“Eu vou lutar até o fim pela educação de qualidade principalmente nas escolas públicas onde os mais necessitados estão para onde eles estão sendo direcionados e para que mulheres fortes como eu, empresárias, tenham voz, porque isso sim, é o empoderamento feminino”, finalizou.

 

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