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Mundo Cristão

Governo Lula critica Israel por visita à Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém

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Itamaraty muda postura e critica ida de ministro de Israel a Jerusalém - Imagem/Divulgação

O Itamaraty emitiu na manhã desta terça-feira (03/01), uma nota afirmando que “acompanhou com grande preocupação” a visita do ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, à Esplanada das Mesquitas (“Haram-El-Sharif”), em Jerusalém.

Agora sob o governo de Lula (PT), o Ministério das Relações Exteriores afirmou “acompanhar com grande preocupação a incursão de Ben-Gvir”, que ocorreu na terça-feira.

A nota ainda defende acordos internacionais que tratam da administração dos lugares sagrados muçulmanos em Jerusalém e o status quo da localidade.

O comunicado também pede que “o status quo histórico de Jerusalém” seja respeitado”. Adiante, o documento pondera: “Ações que, por sua própria natureza, incitam à alteração do status de lugares sagrados em Jerusalém constituem violação do dever d e zelar pelo entendimento mútuo, pela tolerância e pela paz”.

A pasta comandada pelo ministro Mauro Vieira ainda reitera a posição do Brasil em favor do equilíbrio e da paz nas relações entre Palestina e Israel. Durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), o Executivo federal adotou política mais alinhada ao governo israelense.

Esplanada das Mesquitas, chamado de Monte do Templo pelos judeus, é sagrado tanto para o islamismo quanto para o judaísmo, mas somente muçulmanos têm entrada livre. Também é palco frequente de conflitos entre israelenses e palestinos. O complexo é considerado o local mais sagrado para o judaísmo e o terceiro mais sagrado para islamismo.

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Esplanada das Mesquitas

O governo israelense afirmou que a visita do ministro obedeceu ao acordo que prevê que não muçulmanos podem visitar a mesquita, desde que não rezem no local.

A incursão do ministro israelense recém-empossado elevou as tensões em Jerusalém.

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A região contém a Mesquita de Al-Aqsa e os locais do Primeiro Templo e do Segundo Templo judaico, destruídos. Somente os muçulmanos podem rezar na região sob um acordo de décadas. Todavia, Ben Gvir acredita que os judeus também deveriam ter o direito de orar no espaço.

Os palestinos imediatamente se opuseram à visita. “Condenamos veementemente o ataque do extremista Ben Gvir à abençoada Mesquita de Al-Aqsa e consideramos isso uma provocação sem precedentes e uma séria ameaça”, disse o Ministério das Relações Exteriores da Palestina em um comunicado.

LEIA A NOTA DO ITAMARATY MA ÍNTEGRA:

“Incursão de Ministro Israelense na Esplanada das Mesquitas em Jerusalém. OBrasil acompanhou com grande preocupação a incursão do Ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, na Esplanada das Mesquitas (“Haram-El-Sharif”), em Jerusalém, na manhã de hoje, 03/01.

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À luz do direito internacional e tendo presente o status quo histórico de Jerusalém, o governo brasileiro considera fundamental o respeito aos arranjos estabelecidos pela Custodia Hachemita da Terra Santa, responsável pela administração dos lugares sagrados muçulmanos em Jerusalém, tal como previsto nos acordos de paz entre Israel e a Jordânia, em 1994. Ações que, por sua própria natureza, incitam à alteração do status de lugares sagrados em Jerusalém constituem violação do dever de zelar pelo entendimento mútuo, pela tolerância e pela paz.

O Brasil reitera o seu compromisso com a solução de dois Estados, com Palestina e Israel convivendo em paz, em segurança e dentro de fronteiras mutuamente acordadas e internacionalmente reconhecidas. Com esse propósito, o governo brasileiro exorta ambas as partes a se absterem de ações que afetem a confiança mútua necessária à retomada urgente do diálogo com vistas a uma solução negociada do conflito”.

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