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Política

Ministro afirma: ‘Sabemos que estes fatos ocorrem’, mas aciona AGU por ‘fake news’ sobre Marajó

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Ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Sílvio Almeida - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O ministro dos Direitos Humanos, Sílvio Almeida, expressou preocupação com a disseminação de informações falsas relacionadas aos possíveis abusos na Ilha de Marajó, no Pará. Em uma declaração pública, ele afirmou ter solicitado à Advocacia-Geral da União (AGU) que tome medidas legais contra a propagação desses conteúdos enganosos.

“Solicitei à AGU que avalie a tomada de providências legais diante de mais uma tentativa de vincular Marajó ao grave problema do abuso e exploração infantil. É preciso saber a quem interessa a divulgação de mentiras sobre a atuação dos governos na região”, declarou o ministro Almeida em sua conta oficial no X, plataforma anteriormente conhecida como Twitter, no último sábado (24/02).

Jorge Messias, ministro da AGU, endossou essa preocupação e determinou que o órgão identifique as redes de desinformação que disseminam notícias falsas sobre a região. “Os marajoaras merecem respeito e um tratamento digno de todo o Poder Público”, afirmou Messias.

No entanto, um debate surgiu após uma interação nas redes sociais entre o ministro Almeida e a deputada federal Silvia Waiãpi, que é indígena. A deputada argumentou que o que é rotulado como difamação pelo ministro é, na verdade, uma realidade vivenciada no Norte do país: “O que vc chama de difamação, aqui no Norte nós chamamos de ‘REALIDADE’”, disse ela.

Em sua resposta, o ministro Almeida reconheceu a gravidade dos fatos, afirmando que eles devem ser apurados com responsabilidade: “Deputada, sabemos que estes fatos ocorrem e devem ser apurados com responsabilidade, sem expor crianças ou estigmatizar moradores da região. Faça o seguinte: reúna todas as provas e envie às autoridades competentes. É nosso dever – inclusive da senhora – tomar providências”.

Esta afirmação gerou controvérsia, pois, embora tenha pedido uma investigação sobre a tentativa de vincular o Marajó aos abusos, ele também reconheceu que tais abusos ocorrem.

Seguidores nas redes sociais expressaram opiniões divergentes sobre a resposta do ministro: “‘Nós sabemos que esses fatos ocorrem’ Oi? Como assim o governo tá dizendo que é fake news? É por que agora não tem mais o Bolsonaro pra colocar a culpa, né?🤷‍♂️”, disse um internauta.

“Essa resposta é incrível! O próprio indivíduo confirma o fato e ao invés de acionar os órgãos competentes para realizar a apuração, pede que a deputada o faça. 🤦🏼é esse tipo de sujeito que mais contribui pra que nada seja feito contra tais aberrações.”, afirmou outra pessoa.

“Se vcs sabem que os fatos ocorrem, é pq vcs já tem provas ministro. Esse pedido sem noção aí, foi só para tentar desqualificar uma deputada MULHER INDÍGENA? Que feio”, comentou outra internauta.

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