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MP abre inquérito para investigar Felippe Valadão por discurso de ódio

O MPRJ, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva Núcleo Itaboraí, instaurou inquérito civil para apurar denúncia de intolerância religiosa e discurso de ódio

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Pastor Felippe Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha de Niterói (RJ) - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) instaurou um inquérito civil nesta segunda-feira (23/05), para apurar denúncia de intolerância religiosa e discurso de ódio durante um discurso do Pastor Felippe Valadão, na última quinta-feira (19/05), em um evento pela comemoração dos 189 anos de Itaboraí, na região metropolitana do Rio.

A fala do pastor da Lagoinha Niterói viralizou na web, e principalmente na imprensa. Sites como UOL, G1, Extra, Brasil 247, entre outros noticiaram que Felippe Valadão atacou as religiões afro no evento. Nas redes sociais, Felippe foi duramente criticado. Até a CPI da Intolerância Religiosa, na Assembleia Legislativa do Rio, resolveu entrar em ação.

Na ocasião, foram deixados quatro despachos diante do altar, e o pastor Felippe reagiu: “De ontem para hoje tinha quatro despachos aqui na frente do palco. Avisa aí para esses endemoniados de Itaboraí: O tempo da bagunça espiritual acabou, meu filho. A Igreja está na rua! A Igreja está de pé! E ainda digo mais: Prepara para ver muito centro de umbanda sendo fechado na cidade!”, declarou o líder cristão no evento realizado pela Prefeitura, que reuniu diversos artistas gospel.

O MPRJ, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva Núcleo Itaboraí, instaurou inquérito civil para apurar denúncia de intolerância religiosa e discurso de ódio. O órgão informou que o procedimento, “que apura eventual discurso de ódio e preconceito contra religiões de matriz africana, praticando, tem tese, intolerância religiosa”, está em fase de diligências.

A denúncia partiu do deputado estadual do Rio de Janeiro, Átila Nunes (PSD). Além disso, pede o ressarcimento de R$ 145 mil reais gastos no show e a condenação do prefeito, com indenização no mesmo valor a ser destinado às vítimas de intolerância religiosa.

Átila Nunes também denunciou Valadão à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.

Nas redes sociais, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) William Douglas defendeu o pastor, alegando que ele não é intolerante, mas foi “deselegante” e “rude nas palavras”.

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