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“Para nós, o aborto é questão de saúde pública”, diz ministra das Mulheres

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Cida Gonçalves, ministra da Mulher - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Aparecida Gonçalves, ministra das Mulheres, disse que “o aborto é questão de saúde pública” para o o Governo Lula. Ela afirmou ainda que prevê dificuldades com o Congresso, mas que “o que for possível avançar, nós vamos avançar”.

A declaração que foi feita à Folha de S. Paulo, porém contraria a narrativa criada por Lula, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, de dizer ser contra o aborto, em uma tentativa de convencer os eleitores de que o seu governo protegeria os não nascidos.

Cida, como é conhecida, nega que esse seja um tema ‘interditado’ no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas recomenda cautela para que as mulheres “não tenham perda de direitos”.

“Da forma como está colocado hoje pelo Congresso e da forma como está sendo convocado pelo Senado, qualquer discussão sobre aborto, nós vamos perder mais do que nós vamos avançar”, afirma.

“Para nós a questão do aborto é uma questão de saúde pública. É importante pensar que nós estamos terminando um ano em que o Estatuto do Nascituro estava aí no Congresso e nós quase perdemos. Se nós tivéssemos perdido ali naquele debate, o aborto teria sido encerrado de todas as formas. O que for possível avançar, nós vamos avançar. Agora se for para retroceder é melhor a gente assegurar o que está garantido em leis”, disse a ministra.

Nesta segunda-feira (02/01), a ministra Nísia Trindade, socióloga que assumiu o Ministério da Saúde, também disse que vai lutar pelos “direitos reprodutivos da mulher”.

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Natural de Clementina, no interior de São Paulo, Aparecida Gonçalves, tem 60 anos, é filiada ao PT, ativista e especialista em violência de gênero. Ela integrou o segundo escalão dos governos de Lula e Dilma Rousseff.

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