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Política

Pastor Isidório é acusado de transfobia na Câmara: “Homem tem binga e mulher tem tcheca”

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Pastor Sargento Isidório e Erika Hilton bateram boca sobre o assunto nesta terça - Foto: Reprodução

Na terça-feira (19/09), o Deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) protagonizou um momento de tensão e polêmica durante a votação de um projeto de lei (PL) que aborda o casamento homoafetivo na Câmara dos Deputados. O discurso, considerado transfóbico por alguns parlamentares e membros da sociedade civil, ocorreu na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família.

Durante sua fala, Isidório fez afirmações sobre identidade de gênero, usando termos vulgarizados para se referir aos órgãos genitais de homens e mulheres. “Homem nasce como homem. Com binga, portanto, com pinto, com pênis. Mulher nasce com sua cocota, sua tcheca, portanto, sua vagina”, disse ele.

Ele ainda continuou, afirmando que alterações genitais não mudariam a identidade de gênero de uma pessoa.

As declarações do deputado não passaram sem resistência. A Deputada Érika Hilton (PSol-SP) classificou o discurso como transfóbico. A repercussão das palavras de Isidório incitou uma briga generalizada, levando à suspensão da sessão por cinco minutos.

A VOTAÇÃO

A comissão estava avaliando o parecer do deputado Pastor Eurico (PL-PE) sobre o PL 580/2007, que se encontra em discussão há 16 anos e enfrenta uma nova rodada de debates entre forças progressistas e conservadoras. Originalmente, o projeto previa a possibilidade de união homoafetiva por meio de contrato que estabeleceria as relações patrimoniais entre as partes.

Contudo, o parecer do relator recomendou a rejeição de sete projetos favoráveis à união homoafetiva, dando aval apenas ao PL 5.167/2009, assinado pelo ex-deputado Capitão Assumção (PSB-ES), que busca impedir o reconhecimento do casamento homoafetivo.

Se aprovado pela comissão, o texto ainda deverá ser analisado por mais dois colegiados da Câmara antes de ser encaminhado ao Senado Federal.

Cabe ressaltar que, em 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu as uniões homoafetivas como núcleo familiar, equiparando-as às uniões heterossexuais.

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