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Retirada de apoio não impede CPI que mira padre Júlio Lancellotti, afirma Câmara Municipal de SP

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Padre Júlio Lancellotti - Foto: José Cruz/Agência Brasil

A Câmara Municipal de São Paulo esclareceu nesta terça-feira (09/01), que a retirada de assinaturas da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das ONGs, que inclui o padre Júlio Lancellotti como um dos focos, é considerada “simbólica” e não afeta o andamento do processo para a instauração do colegiado.

De acordo com a Câmara, somente o autor do requerimento, o vereador Rubinho Nunes (União), tem o poder de solicitar a retirada da CPI. A nota obtida pelo jornal Poder360 destaca que a retirada de assinaturas por parte de outros vereadores é uma ação simbólica e não tem o poder de interromper o andamento do processo na Câmara Municipal de São Paulo.

A CPI das ONGs ganhou destaque em dezembro de 2023, mas enfrentou uma reviravolta após manifestações de apoio ao padre Júlio Lancellotti por parte de internautas, sindicatos e figuras públicas. Ministros de Estado, aliados do governo federal e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também expressaram apoio ao pároco.

Pelo menos sete vereadores retiraram o apoio à CPI até a noite de sexta-feira (05/01). Os vereadores em questão são Milton Ferreira (Podemos), Beto do Social (PSDB), Sidney Cruz (Solidariedade), Nunes Peixeiro (MDB), Thammy Miranda (PL), Xexéu Tripoli (PSDB) e Sandra Tadeu (União Brasil).

O pedido de protocolo para a abertura da CPI foi realizado por Rubinho Nunes em 6 de dezembro, com o objetivo de investigar ONGs que, segundo o requerimento, “fornecem alimentos, utensílios para uso de substâncias ilícitas e tratamento dos dependentes químicos que frequentam a região da Cracolândia”.

Apesar de não citar nominalmente o padre Júlio Lancellotti, Nunes publicou acusações contra o religioso, alegando que ele “explora a miséria no centro de São Paulo para fazer da miséria a sua militância política”.

O padre Júlio Lancellotti se posicionou por meio de nota, afirmando que as CPIs são legítimas, mas que não faz parte de nenhuma organização ou ONG vinculada ao Poder Público Municipal. Ele destacou que a atividade da Pastoral de Rua é uma ação pastoral da Arquidiocese de São Paulo e não está relacionada às atividades mencionadas no requerimento da CPI.

A Câmara Municipal de São Paulo, em sua nota, reiterou que a CPI foi protocolada em dezembro com as assinaturas necessárias, e somente o autor do requerimento pode pedir a retirada da CPI. A retirada de assinaturas é considerada simbólica e não impede os próximos passos no processo legislativo, incluindo a análise da questão pelo colégio de líderes e as votações necessárias em plenário para a criação e instalação da CPI das ONGs. Ambas as votações requerem o apoio de 28 vereadores.

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