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Trans agride aluna por uso de banheiro feminino: “Eu não sou um cara”

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Estudante trans agride verbalmente aluna, durante discussão no refeitório universitário da UnB - Imagem/Reprodução

Uma aluna trans da Universidade de Brasília (UnB) diz ter sido expulsa de um banheiro feminino no Restaurante Universitário. Ela estaria no local por volta das 14h quando uma outra estudante teria questionado sua presença no ambiente. O caso aconteceu na última terça-feira (13/12) [veja o vídeo no final desta matéria].

A estudante decidiu gravar o episódio e, ao chamar o trans de “cara”, foi agredida verbalmente. Imagens mostram o trans partindo para cima da estudante: “Eu não sou um cara. Não tem nada que me impeça de meter a mão na sua cara”.

Logo, as imagens viralizaram nas redes sociais, e nos vídeos é possível ver a aluna trans com barba, vestido e unhas pintadas. Se sentindo lesada, a aluna resolveu partir para a briga contra a estudante.

Outros vídeos feitos por outros alunos mostram a estudante saindo escoltada do local, enquanto o trans grita com ela. A estudante justificou o ato de expulsar o trans por se sentir “insegura” ao ver um homem usando o mesmo banheiro que ela.

Em nota, a UnB disse que tem atualmente dois banheiros neutros (sem gênero) no campus Darcy Ribeiro, e que a Câmara de Direitos Humanos da instituição aprovou a criação de mais destes.

“A iniciativa não subtrai os sanitários femininos e masculinos existentes, mas proporciona um espaço de inclusão para uma parcela dos(as) estudantes, dos(as) docentes, dos(as) técnicos(as) e das famílias”, diz a instituição.

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“Com relação ao episódio ocorrido nas dependências do Restaurante Universitário, a Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Universidade foi procurada por uma das estudantes envolvidas e prestou o acolhimento necessário. A outra estudante foi amparada por servidores no local e posteriormente pela SDH”, informou a UnB.

Por fim, a universidade disse ser “um local plural e tolerante, que preza pela riqueza e potencialidade da diversidade e pelo respeito às diferenças”. “Sendo parte da sociedade, com uma comunidade de 58 mil pessoas, a UnB não fica imune às questões estruturais contemporâneas e trabalha para tornar o ambiente acadêmico cada vez mais acolhedor”, finaliza o comunicado.

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