Aline Barros se pronuncia após briga na justiça com ex-contratada

A cantora gospel Aline Barros emitiu um comunicado após virem à tona acusações sobre um suposto caso de homofobia, relatado ontem no Portal do Trono e em outros diversos canais de comunicação. Uma ex-backing vocal da cantora está movendo um processo na justiça trabalhista do Rio de Janeiro, afirmando que foi demitida por ser gay, e requerendo o pagamento de diversas veras trabalhistas, que juntas somam 1 milhão de reais.

Aline Barros no DVD 20 Anos com a back-vocal Rejane do lado.
Aline Barros no DVD 20 Anos com a back-vocal Rejane do lado.

Após a repercussão negativa, Aline Barros enviou um comunicado ao G1, em que reitera a tese da defesa apresentada no processo, que afirma que Rejane, sua ex-backing vocal, não matinha relação de emprego com a empresa de Aline, e que não foi dispensada por conta de sua condição sexual.

A cantora também negou que fosse preconceituosa, e que escolhe seus músicos de acordo com as habilidades técnicas de cada um, independentemente da vida pessoal de cada um. Confira abaixo a nota oficial de Aline Barros na íntegra:

“Após tomar conhecimento do teor da matéria veiculada pelo site G1 no dia de ontem, sinto-me na obrigação de vir a público para refutar as alegações ali expostas. E o faço não somente em respeito ao meu público, mas, em especial, em respeito a todos aqueles que conhecem meu trabalho, minha índole, minha postura e minha fé.

Foi com enorme surpresa e decepção que, meses atrás, tomei conhecimento da existência da reclamação trabalhista movida pela Sra. Rejane Magalhaes que, efetivamente, prestou serviços eventuais de backing vocal em minhas apresentações no decorrer de alguns anos.

Nesse ponto cabe um primeiro esclarecimento: na ação, a Sra. Rejane alega lhe serem devidas férias, décimo terceiro salário e outras verbas mais, em razão de nunca ter tido sua carteira de trabalho assinada. Contudo, a afirmação não corresponde aos fatos, uma vez que NUNCA houve relação de emprego entre aquela profissional e minha empresa.

A Sra. Rejane efetivamente atuou como backing vocal em minhas apresentações, mas sua atuação se dava unicamente quando sua agenda profissional era compatível com a minha e quando ela assim o desejasse, tendo ocorrido inúmeros apresentações sem sua presença, cabendo dizer, ainda, que durante todo esse período, a mesma atuava como backing vocal de outros artistas.

Ainda mais fantasiosa é a alegação de que nossa relação tenha se encerrado em razão de minha equipe ter tomado conhecimento da orientação sexual da Sra Rejane.

A escolha e contratação dos profissionais que atuam em nossas apresentações, seja aqueles que efetivamente compõe nossa equipe e possuem relação empregatícia conosco, seja aqueles que nos prestam serviços eventuais (caso da Sra. Rejane) se dá unicamente com base em sua capacidade e atuação profissional, não nos dizendo respeito os detalhes de suas vidas particulares, desde que tais detalhes não influenciem no objetivo geral dos eventos.

Aqueles que conhecem minha trajetória sabem da lisura e respeito com que trato os profissionais que comigo atuam, até mesmo porque, sem eles, nunca chegaria onde cheguei e a todos eles sou grata. Ademais, minha crença cristã jamais me permitiria agir de forma ilegal, desleal e/ou preconceituosa com quem quer que fosse, sendo absolutamente absurdas as alegações trazidas na ação judicial e novamente reproduzidas na matéria do G1 datada do dia 30/08/2018.

Por todos esses motivos, renovo aqui minha indignação contra os argumentos fantasiosos, maldosos e irresponsáveis que são apresentados naquela ação judicial, sendo certo que todos os pontos aqui mencionados serão alvo de provas e esclarecimentos que serão oportunamente apresentados em juízo, havendo, de minha parte, a mais plena convicção de que a JUSTIÇA e a VERDADE prevalecerão”. (Aline Barros).

O processo agora segue para a fase de produção de provas, para que possa ser julgado pelo magistrado responsável. Ainda caberá recurso ao TRT1.

Tadeu Ribeiro
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