Bolsonaro diz que família é a trazida na Bíblia e internet questiona seus divórcios

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) concedeu entrevista à Fox News enquanto esteve nos Estados Unidos para encontrar-se com o líder Donald Trump. E uma de suas declarações, sem surpresa, causou polêmica.

Fotos do primeiro e segundo casamento do presidente Jair Bolsonaro.
Fotos do primeiro e segundo casamento do presidente Jair Bolsonaro.

Questionado pela repórter sobre as acusações de ser homofóbico, Jair Bolsonaro respondeu dizendo que não iria impedir ninguém de se relacionar com alguém do mesmo gênero, mas que acreditava na “definição de família da Bíblia”, numa alusão a configuração homem, mulher e sua prole.

“Não tenho nada contra homossexuais nem contra mulheres e não sou xenófobo, mas quero ter minha casa em ordem. A definição de família para mim é uma só, aquela da Bíblia. Se você quer se envolver numa relação homossexual, vá adiante, mas não podemos deixar o governo levar isso para a sala de aula e ensinar isso para crianças de cinco anos”, respondeu.

No entanto, vários internautas chamaram atenção para um fato: se Bolsonaro é a favor da família nos moldes do que traz a Bíblia Sagrada, porquê, então, ele não permanece casado com sua primeira esposa?

“Eita, então pode retornar para sua primeira esposa, pois para Deus há um só casamento, o resto é adultério”, escreveu um internauta.

“A Bíblia permite trocar de mulher? Tu estás no segundo casamento”, escreveu outro.

Os eleitores de Bolsonaro, no entanto, voltaram a defendê-lo: “Foi com a Michelle que ele conheceu Jesus e a verdade sobre a Bíblia”, comentou uma seguidora.

A polêmica gera debates não só para Bolsonaro. Toda a igreja discute a moralidade bíblica do divórcio, já que o texto sagrado é bastante enfático:

“Disse Jesus: Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de fornicação, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.” (Mateus 5:31,32).

O mandamento é claro. Mas várias pessoas já estão tentando ajustá-lo ao discurso do presidente. Ele foi “mal interpretado”, ou apenas incoerente mesmo?