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Mundo Cristão

Pastor Felippe Valadão pede justiça pela morte de Moïse Kabagambe

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Congolês Moïse levou ao menos 30 pauladas em um quiosque do Rio; em parte delas, já estava imóvel no chão - Foto: Reprodução

O pastor Felippe Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha Niterói, pediu por justiça no caso do congolês Moïse Kabagambe, atacado e morto há mais de uma semana em um quiosque na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

Moïse Kabagambe tinha 24 anos e foi morto a pauladas no Rio de Janeiro no dia 24 de janeiro. Ele trabalhava por diárias em um quiosque na Barra da Tijuca. Moïse teria sido vítima de uma sequência de agressões após ter cobrado dois dias de pagamento atrasado. Seu corpo foi achado amarrado em uma escada.

O caso ganhou repercussão nacional pela forma que o jovem, nascido na República Democrática do Congo, foi morto. Câmaras de monitoramento gravaram toda a ação [assista no final da matéria] e as imagens chocantes foram divulgadas, aumentando ainda mais os protestos pelo país. Dentre as pessoas que se revoltaram com o caso foi o pastor Felippe Valadão. O religioso pediu justiça por Moïse Kabagambe.

REVOLTA E PEDIDO DE JUSTIÇA

“A que ponto chegamos! Se fosse na gringa tava cheio de artista lacrando na internet, fazendo post, virando ativista, mas era só um trabalhador congolês, então pra que estragar o algoritmo do instagram, né? Pra que se envolver em algo tão insignificante?”, iniciou Valadão em um texto postado em suas redes sociais.

Felippe continua protestando pela morte do jovem e acredita que a “humanidade está vivendo uma demência inacreditável”.

“Fica aqui minha revolta por uma barbaridade tão cruel como essa, e que nós possamos urgente despertar deste sono, a humanidade me parece está vivendo uma demência inacreditável, as pessoas estão perdendo o senso total de humanidade”, completou o pastor e alertou os cristãos acerca do acontecimento.

“Não é normal, nunca será normal, não deixaremos que isso se torne normal. Se você se diz cristao e não tem o mínimo de revolta por isso, você precisa rever seu cristianismo meu amigo(a)”, finalizou o esposo da cantora gospel Mariana Valadão.

SOBRE O CASO

A família de Moïse diz que o responsável pelo quiosque estava devendo dois dias de pagamento para o jovem e que, quando o congolês foi cobrar, foi espancado até a morte. Toda a ação dos agressores foi gravada por câmeras de segurança do quiosque e de um condomínio próximo.

Testemunhas disseram que Moïse apanhou de 5 homens e confirmaram que os agressores usaram pedaços de madeira e um taco de beisebol. O dono do quiosque negou que havia dívidas do quiosque com Moïse. Além disso, afirmou que estava em casa quando o congolês foi espancado e apenas um funcionário do estabelecimento estava no local no momento das agressões.

A Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro, que investiga o caso, analisou as imagens das câmeras de segurança para tentar esclarecer o crime. Pelo menos 12 pessoas já foram ouvidas e três homens foram presos pelas agressões e morte de Moïse.













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