in

Diretor de filme gospel de Flordelis: ‘Estou dilacerado. Me sinto enganado’

O diretor do filme “Flordelis – Basta uma Palavra para Mudar”, Marco Antônio Ferraz, se pronunciou sobre a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) que apontou a cantora gospel e deputada federal (PSD) como a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo.

Publicidade

Anderson, inclusive, foi o produtor-executivo do filme gospel, que contou com um elenco de peso dos artistas da TV Globo: Bruna Marquezine, Cauã Reymond, Ana Furtado, Leticia Spiller, Alinne Moraes, Marcello Antony, Sergio Marone, dentre outros.

“Me arrependo [de ter dirigido o filme]. Se fosse hoje, jamais teria feito esse filme. Não sou cineasta. Sou um contador de histórias e o que contei foi uma mentira diante dos fatos que conhecemos agora”, conclui: “Estou dilacerado, me sinto enganado. É como se não pudesse confiar em ninguém”, disse Marco Antônio Ferraz ao Extra.

Ele lembrou ainda da pré-estreia do longa gospel, e o episódio em que foi comprar um vestido para Flordelis poder chegar à festa de lançamento bem arrumada, com ajuda do pastor Anderson do Carmo, a quem classifica como alguém que era apaixonado pela mulher.

“Ele [pastor Anderson] era louco por ela [Flordelis]. Fazia qualquer coisa que ela quisesse ou mandasse. Ele me perguntou o que eu queria que ela vestisse para a pré-estreia e eu disse para contratar um personal stylist. Ele não quis. Pediu que eu comprasse um vestido chique, que dinheiro não seria um problema. Fomos a uma loja de grife e pagamos R$ 2 mil num vestido. Foi um sonho realizado ver aquela mulher, que saiu do morro, ali, chiquérrima e linda. E no fim das contas, tudo isso não passava de uma mentira”, lembra Ferraz.

PUBLICIDADE

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio (MP-RJ) denunciaram nesta segunda-feira (24) a cantora gospel e deputada Flordelis (PSD) por ter arquitetado a morte do pastor Anderson do Carmo, executado com 30 tiros em casa, em junho de 2019, motivada por questões financeiras, já que o pastor Anderson administrava o dinheiro da família, segundo o MP.

Os investigadores disseram que Flordelis usou uma imagem de caridade e solidariedade para enganar os evangélicos e conseguir poder e dinheiro: “O grupo que se formou vendeu a imagem de um casal perfeito, de uma família caridosa, que criou 55 filhos, quando na verdade os autos mostram que isso foi um golpe, um meio de se conseguir proteção”, disse o promotor do caso.

Flordelis ainda não se manifestou publicamente sobre os fatos a ela imputados.

Cartaz do filme gospel de Flordelis.
Cartaz do filme gospel de Flordelis.
Publicidade

Datena se irrita e critica Bolsonaro ao vivo: “Bundão é o senhor!”

Padre condena quem não vai à missa por medo de Covid-19: ‘Morram’