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Evangélica, Joelma canta gospel em boate gay e tenta reaproximação com LGBTs

Joelma durante uma de suas apresentações.

A cantora Joelma esteve se apresentando no Club Metrópole, a maior boate LGBT do Pernambuco, que fica em Recife. A ex-vocalista do Calypso tenta se reconciliar com o público gay, que notadamente é maioria entre seus seguidores.

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Joelma durante uma de suas apresentações.

Tudo aconteceu quando, em 2013, Joelma afirmou em entrevista ao jornalista Bruno Astuto da revista Época, que não concordava com a vida dos homossexuais, por ser contra os valores que ela entende serem defendidos pela Bíblia Sagrada Cristã. A parte mais polêmica da fala é a que a cantora compara o drama de mães que possuem filhos gays às que possuem filhos usuários de drogas: “Tenho muitos fãs gays, mas a Bíblia diz que o casamento gay não é correto e sou contra. […] Já vi muitos se regenerarem. Conheço muitas mães que sofrem por terem filhos gays. É como um drogado tentando se recuperar”, disse.

Um ponto alto, inclusive, da apresentação de Joelma em Recife foi quando ela perguntou qual dos presentes estava “precisando de um milagre”, e em seguida começou a cantar a canção gospel “Ressuscita-me” da cantora Aline Barros, para surpresa de muitos. Em outro momento do show, ela beijou uma bandeira com as cores do movimento LGBT.

Segundo o jornal local Diário de Pernambuco, os ingressos para o show de Joelma foram esgotados. Mas um ponto merece ser destacado: embora o clube estivesse com sua capacidade total extrapolada, o que não é grande coisa tendo em vista que o espaço é pequeno e fechado, a casa de shows disponibilizava ingressos até o dia do evento, o que em outras épocas não ocorreria, tendo em vista que Joelma lotava estádios por todo o país, com ingressos esgotados semanas antes de suas apresentações.

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A imagem de Joelma perante o público LGBT ficou desgastada após os comentários feitos por ela sobre a comunidade gay, e pelo que se vê, ela sentiu o impacto de perder valiosos seguidores de sua carreira, o que a faz estar correndo atrás do prejuízo. É aquele velho paradoxo da fé versus trabalho, onde muitas vezes a fama acaba se sobressaindo. Mas será que o público LGBT, a quem ela comparou a “drogados viciados”, está disposto a perdoar a cantora?

Tadeu Ribeiro
[email protected]

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