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Flordelis perde 70% de suas igrejas, que fecharam portas após escândalo

A deputada gospel Flordelis (PSD) não enfrenta problemas apenas no parlamento, onde trabalha, e está com redução drástica no número de igrejas que ela controla, depois que passou a ser apontada pela polícia e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) como a mandante da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.

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Após o escândalo tomar conta de sua família, Flordelis decidiu mudar o nome de sua denominação, que passou de “Ministério Flordelis” para “Cidade do Fogo”. Mas essa mudança não está sendo suficiente para manter os fieis na igreja.

Segundo reportagem do Extra, dos cerca de 5.000 membros fixos que a igreja possuía, hoje não restam mais de 200. Dos 7 templos que ela administrava, apenas 2 estão com as portas abertas (e funcionamento restrito). O que representa uma queda de quase 72% no número de igrejas da família.

“O comportamento da Flordelis após a morte do pastor Anderson fez com que ela perdesse a credibilidade. Então, as pessoas começaram a se desligar. Os fiéis deixaram de acreditar nela. Na mesma semana do crime, cerca de 400 fiéis se desligaram”, disse um ex-fiel, sob condição de anonimato.

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Na última quinta-feira (03), um culto realizado na sede do ministério, que fica no bairro do Mutondo, em São Gonçalo (RJ), contou com a participação de apenas 30 pessoas. Além da sede, apenas o templo do bairro Piratininga, em Niterói (RJ), continua funcionando em expediente limitado. Mas para ex-membros, é questão de tempo para esses pontos também fecharem suas portas.

Em entrevista ao Extra, a nora de Flordelis que é casada com o vereador Misael de São Gonçalo (RJ), afirmou que, quando tinha acesso à contabilidade do ministério de Flordelis, foi relatado à deputada e ao pastor Anderson do Carmo que cerca de R$ 6 milhões haviam sumido do caixa da igreja, e afirmou ainda que os dízimos vultuosos dos fieis serviam apenas para custear o luxo da família.

Apontada pelo MP-RJ como a mandante do crime contra a vida de seu esposo, Flordelis também é vista pelo investigadores como alguém dissimulada, que utilizou-se da religião e da fé cristã para conseguir dinheiro e poder. Ela nega todas as acusações e disse que irá provar sua inocência.

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