Cantora gospel é condenada a 21 anos de prisão por matar ex-marido em SP

A cantora gospel Tania Regina Levy, acusada de matar o marido em setembro de 2013 em São Pedro (SP), foi condenada por homicídio qualificado a 21 anos de prisão pelo Tribunal do Júri na cidade.

Cantora gospel Tania Regina Levy é condenada a 21 anos pela morte do marido.
Cantora gospel Tania Regina Levy é condenada a 21 anos pela morte do marido.

O julgamento começou ontem (04) e perdurou até o fim da noite, após 14 horas. A defesa já está recorrendo da decisão, e apesar da condenação ela continuará respondendo ao crime em liberdade. Um novo julgamento pelo Tribunal de Justiça ainda não tem data para acontecer.

A defesa da cantora gospel alegou que ela era inocente, e que o inquérito que embasa o processo está repleto de falhas.

“Há muitas evidências, fornecidas inclusive pela Tania, de outras pessoas que poderiam ter participado desse homicídio. Não foram empreendidas diligências pelas autoridades policiais de forma que fossem esclarecidas de uma maneira mais firme”, disse o advogado.

Relembre o Caso
Eliel Silveira Levy e sua mulher, a cantora gospel Tania Regina Levy, foram dados como desaparecidos em setembro de 2013.

O corpo de Eliel acabou sendo encontrado em um porta-malas de um carro incendiado, na zona rural de São Pedro (SP), em 16 de setembro de 2013.

No veículo onde o corpo foi encontrado, a perícia apreendeu um carregador de pistola, um distintivo e partes de instrumentos musicais. Eliel também era músico gospel.

O Ministério Público afirma que Tania matou o marido em casa, com a ajuda de uma segunda pessoa não identificada. E que após isso deu fim ao corpo queimando-o no matagal onde ele foi encontrado.

A perícia encontrou vestígios de sangue na casa do ex-músico, e a cantora gospel acabou se contradizendo em alguns pontos de seu depoimento, o que deu causa à denúncia do Ministério Público.

Ela chegou a ser presa em 2015, mas os advogados conseguiram soltá-la após um habeas corpus ser deferido pela justiça. Ela deve seguir em liberdade até que a condenação seja confirmada em 2ª instância, conforme entendimento atual do STF.