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Filhos de Flordelis passam mal, pedem calmantes, e se negam a depor

Cinco filhos e uma neta da deputada federal Flordelis (PSD), que foram presos nesta segunda-feira (24) pela Polícia Civil, e que já se tornaram réus pela morte do pastor Anderson do Carmo, se negaram a prestar depoimento no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde estão encarcerados.

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A filha biológica de Flordelis, Simone, precisou de atendimento médico após passar mal. Os outros filhos pediram calmantes, mas decidiram não abrir a boca durante as perguntas feitas pela polícia. Como estão na qualidade de réus e não de testemunhas, eles têm o direito de permanecer em silêncio.

Segundo a polícia, Flordelis prometia vantagens aos filhos em troca de cobertura e até de auxílio para dar fim ao marido, motivada por questões financeiras da família.

Com o filho Alexander Felipe, conhecido como Luan, por exemplo, Flordelis prometeu a ele uma viagem para os Estados Unidos, junto da mulher e dos filhos, desde que ele desistisse de depor contra ela. A viagem não aconteceu, pois Flordelis disse que estava sem dinheiro para as passagens, segundo depoimento do próprio Alexander.

Com o outro filho, Lucas Cezar dos Santos, que está preso desde o ano passado, a deputada federal prometeu regalias e privilégios na cadeia, bem como assistência jurídica, caso ele assumisse ter assassinado o pastor Anderson por vontade própria. Sem qualquer relação com Flordelis. Ele foi acusado pelos investigadores de comprar a arma usada no crime.

Um ponto que chamou atenção da polícia foi uma conversa que a cantora gospel teve com o filho André, que também foi indiciado hoje pela morte de Anderson, na qual Flordelis diz que não poderia se separar do marido para “não escandalizar” o nome de Deus.

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“Quando ela convence e fala com um outro filho que está aqui denunciado, o André, sobre esse plano de matar Anderson, ela fala da seguinte maneira: ‘Fazer o quê? Separar dele não posso, porque senão ia escandalizar o nome de Deus’, e então resolve matar. Ou seja, nessa lógica torta, o assassinato escandalizaria menos”, disse o promotor Sergio Lopes Pereira, em entrevista concedida na manhã de hoje.

O promotor afirmou que Flordelis vestiu-se de uma imagem de alguém caridosa, para enganar os fieis e conseguir destaque no meio evangélico.

“O grupo que se formou vendeu a imagem de um casal perfeito, de uma família caridosa, que criou 55 filhos, quando na verdade os autos mostram que isso foi um golpe, um meio de se conseguir proteção”, afirmou o promotor.

Flordelis, segundo o MP-RJ, tentou envenenar o marido Anderson até com arsênico: “Começou em maio de 2018 com tentativa de envenenamento do pastor Anderson. Era feito de forma sucessiva, gradual, cumulativa, para conduzir a morte do pastor. (Era usado) veneno, mais notadamente o arsênico, que era posto na comida e na bebida do pastor de forma dissimulada.”

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