Kléber Lucas busca ajuda na terapia após 3º divórcio que sacudiu gospel

O cantor gospel Kléber Lucas deu entrevista ao site do grupo MK Music, sua gravadora, para falar sobre diversos temas e polêmicas que rondam seu ministério.

Cantor gospel Kléber Lucas.
Cantor gospel Kléber Lucas.

Na conversa, Kléber Lucas afirmou que se arrepende de seu primeiro divórcio e do tempo escasso que dedicou aos filhos, revelando que, agora que anunciou seu 3º divórcio, está fazendo terapia.

“Eu me arrependo e vivo me arrependendo de coisas. O que está mais evidente e óbvio é que sou uma pessoa que está no terceiro divórcio. Estou procurando ajuda pastoral e de terapeuta para uma releitura da minha própria caminhada. Eu me arrependo, por exemplo, de ter me separado da Mabeni, quando a Michelle e o Raphael eram novinhos e ele pediu pra ir comigo.”, disse.

E continuou sobre sua primeira família constituída: “Também me arrependo de ter viajado enquanto meus filhos estavam nas festinhas de escola e reunião de pais. E me arrependo de não ter procurado ajuda quando vi meu casamento com a Mabeni acabando. Hoje temos um bom relacionamento e, graças a Deus, que a Mabeni teve muita misericórdia de mim e não voltou para Goiás. Eu não suportaria viver longe dos meus filhos e, apesar de ter sido deixada, ela foi muito corajosa de ficar aqui no Rio de Janeiro e estar aqui até hoje. Apesar de estarmos separados, ela sabe que nunca vai ser esquecida por mim.”

Kléber Lucas também é reconhecido no meio gospel por ser alguém que pensa fora da caixinha imposta pela religiosidade, já que promove encontros ecumênicos e de respeito a todas as religiões e credos. Ele comentou sobre essa fama que carrega.

“Fui criado na favela com uma mãe solteira, criando três filhos, morando de favor. Fui criado sendo despejado de barraco em barraco feito de pau a pique com telhado de zinco. Às vezes, batia a chuva e levava tudo. A gente morou em porões de casas, na cozinha ou no quarto de pessoas e muitas delas eram da Assembleia de Deus, de igreja católica, de igreja nenhuma e muitas eram de terreiro de candomblé. As mães de santo se preocupavam em saber se os filhos de Maria tinham comida em casa. Quando você está com fome na favela e a comida chega, você não faz pergunta se ela chegou da igreja evangélica ou do centro de candomblé. Você quer comer e come com alegria. Fui muito abençoado por Deus através de mães e pais de santo, de pastores evangélicos, de ateus, de agnósticos, de bêbados e até de bandidos.”, lembra o pastor.

Kléber Lucas atribui seu amor pela tolerância religiosa a essa experiências que viveu enquanto era mais novo, e que hoje se reflete na sua trajetória na música gospel.

“Eu fui criado nesse ambiente plural e aprendi a respeitar a opinião das pessoas. Conviver pacificamente é um princípio democrático e aprendi isso, não na minha orientação do Mestrado pela UFRJ, mas na favela onde você aprende a compartilhar espaços. Quero conviver pacificamente com essas pessoas, inclusive as que pensam diferente de mim. Esse é o meu lugar respeitoso de convivência pacífica. Não estou falando de salvação, mas de respeito. Eu quero respeitar o sagrado do irmão porque quero que o meu sagrado seja respeitado.”, afirmou.

Ele se prepara para lançar seu novo álbum gospel “M.O.S.A.I.C.O”, que sairá pela MK Music.