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Lutero incentivou isolamento social na época da Peste Bubônica da Europa

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Martinho Lutero, maior líder da Reforma Protestante, recomendou afastamento social e prudência aos cristãos durante uma epidemia de Peste Bubônica que arrasou a Europa no século VI d.C., e que matou entre 25 e 50 milhões de pessoas.

No ano de 1527, apenas 200 anos depois que a praga dizimou metade da população europeia, a doença ressurgiu na própria cidade natal de Lutero, Wittenburg e seus arredores.

É o que revela uma carta enviada por ele ao reverendo Dr. Johannes Hess, intitulada “Se alguém pode fugir de uma praga mortal”, que foi divulgada pela imprensa internacional cristã recentemente.

Pelo teor da mensagem, Lutero estava preocupado em seguir as recomendações das autoridades da época, evitando aglomerações e tomando remédios para prevenir a doença. Confira abaixo na íntegra:

“Pedirei a Deus para, misericordiosamente, proteger-nos. Então farei vapor, ajudarei a purificar o ar, a administrar remédios e a tomá-los. Evitarei lugares e pessoas onde minha presença não é necessária para não ficar contaminado e, assim, porventura infligir e poluir outros e, portanto, causar a morte como resultado da minha negligência.

Se Deus quiser me levar, ele certamente me levará e eu terei feito o que ele esperava de mim e, portanto, não sou responsável pela minha própria morte ou pela morte de outros. Se meu próximo precisar de mim, não evitarei o lugar ou a pessoa, mas irei livremente conforme declarado acima. Veja que essa é uma fé que teme a Deus, porque não é ousada nem insensata e não tenta a Deus.”

Martinho Lutero.

A carta do reformador protestante é um contra-ponto à visão de alguns líderes evangélicos atuais, diante da pandemia do novo Coronavírus, que estão relutando em fechar seus templos.

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Após pressões, o pastor Silas Malafaia decidiu cancelar cultos presenciais, seguindo o exemplo da Igreja Batista da Lagoinha, Profetizando às Nações, Água Viva, e até mesmo a Católica, que suspenderam seus cultos e missas presenciais, atendendo à recomendação das autoridades de saúde do país. Outras, como a Igreja Universal, continuam funcionando normalmente.

Na Coreia do Sul, um pastor pediu perdão de joelhos após as autoridades identificarem que seu ato de permanecer com as igrejas abertas foi responsável por 60% das mais de 8 mil infecções, até agora, no país, além de 94 mortes.

Até as 17h30 desta sexta (20), as secretarias estaduais de saúde do Brasil confirmaram, pelo menos, 904 casos da doença aqui no Brasil, com 11 mortes (9 em São Paulo e 2 no Rio de Janeiro). A tendência, segundo o Ministro da Saúde Henrique Mandetta, é que esses números de infecções tenham grande aumento em abril e só comecem a apresentar queda a partir de agosto.

As recomendações são de que as pessoas evitem aglomerações e fiquem em casa. Também devem ser adotados hábitos como os de lavar as mãos sempre várias vezes ao dia com sabão ou álcool em gel 70%, e evitar abraços, beijos e apertos de mão.

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