in

Mãe defende filho que brinca de sereia: ‘O que importa é o sorriso dele’

Há cinco dias, a administradora Lais Teixeira, de 33 anos, publicou nas redes sociais um desabafo sobre maternidade: após um longo período negando que o filho Pietro, de 7 anos, se divertisse com brinquedos que são considerados “de menina”, ela finalmente decidiu atender às suas vontades e lhe deu de presente uma fantasia e uma boneca de sereia. As informações são do Universa.

Publicidade

Como resultado, viu a felicidade estampada no rosto da criança. Em pouco tempo, o seu relato passou a ser compartilhado e agora já conta com mais de 180 mil pessoas alcançadas. Desde então, Lais tem lidado com mensagens de apoio e também com críticas. “O que importa para mim é o sorriso dele”, escreveu.

“Pietro sempre teve admiração pelo universo feminino. Desde bebê, os brinquedos que mais lhe chamavam a atenção eram os que são considerados ‘de menina’. Ele gostava também de colocar panos amarrados na cabeça ou pelo corpo. Adora dançar, tanto que faz aulas de jazz e de balé”, ela conta a Universa.

Apesar de Lais e do pai da criança notarem suas preferências, por algum tempo não permitiam que ele brincasse livremente. “A primeira vez que dissemos ‘não’ foi quando ele nos pediu uma boneca da Frozen. Dissemos que era ‘de menina’ e oferecemos outras opções que pudessem chamar sua atenção. Mas víamos que ele não se sentia feliz. Acabava brincando de faz de conta, de outras coisas e deixando os presentes de lado”, conta.

Lais acredita ter hesitado por anos devido ao medo de ser julgada por pessoas próximas. “A sociedade é cruel, disso nós sabemos. Mas ser julgada por aqueles que amamos é complicado, dói bastante”, diz. As coisas só mudaram recentemente, quando ela e o ex-marido conversaram sobre a possibilidade de deixar o filho livre.

“Decidimos que o importante era vê-lo feliz. Nossa interferência deve ser para que ele tenha um bom caráter, não para reprimi-lo”, opina. Então, sugeriu levar o menino a uma loja de brinquedos e deixar que ele escolhesse o que mais lhe agradasse.

PUBLICIDADE

Quando chegaram ao local, Pietro foi direto pegar uma fantasia de sereia. Escolheu também uma boneca com o mesmo tema e um jogo.

“Vendo sua felicidade enquanto ele brincava, perguntei como estava se sentindo e ele disse: ‘maravilhoso’. Foi então que decidi fazer o post contando sobre a minha experiência. Pensei que pudesse repercutir entre os meus amigos, mas quando me dei conta tinha tomado uma proporção enorme, que me deixou até assustada”, descreve.

“Passei a receber muitas mensagens de pessoas dizendo que pararam para pensar sobre a educação das suas próprias crianças. Sinto que se consegui mudar um único pensamento preconceituoso através da alegria do meu filho, já valeu a pena”, comenta.

Apesar de a maior parte dos comentários terem sido positivos, Lais conta que recebeu também algumas respostas de ódio. “Questionaram o fato de eu ser mãe solteira, o que está errado duas vezes. Muitas mães solteiras são incríveis e criam seus filhos de maneira exemplar. E, no meu caso, existe a participação do pai, que é muito presente”, diz.

Fora do ambiente virtual, Pietro também já se queixou de não conseguir interagir da forma como gostaria com os meninos da turma. “Mas ele é uma criança extraordinária. Não se preocupa com o que os outros falam, só em estar feliz”, resume.

Publicidade

Fiéis acusam pastor de fraude e pedem sua saída da Assembleia de Deus

Policial que matou George Floyd asfixiado é solto após pagar fiança de US$ 1 milhão