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Mangueira não saiu campeã mas deu exemplo: Jesus é a própria justiça social

A Estação Primeira de Mangueira levantou a bandeira de um Jesus Cristo diferente no Carnaval 2020, gerando protestos de algumas entidades religiosas e emocionando outro bocado de gente que pensa diferente.

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Mangueira troca faixa da cruz de Cristo "INRI" por "NEGRO" em desfile.
Mangueira troca faixa da cruz de Cristo “INRI” por “NEGRO” em desfile.

Parece estranho, mas muitos se incomodaram com o fato de verem um Jesus representado por um negro na avenida, mesmo que esta tenha sido a provável cor de pele de Jesus, que nasceu na região do Oriente Médio.

E não só isso, mas também a própria mensagem de justiça social trazida no desfile, que mostrou a realidade do absurdo número de mortes nas comunidades marginalizadas dos grandes centros urbanos do Brasil.

A comissão de frente já trazia uma reflexão: como será que trataríamos Jesus Cristo se ele tivesse voltado nos dias de hoje? Será que a polícia o enquadraria? A justiça o condenaria? As pessoas o ouviriam?

Na época em que esteve por aqui, Jesus preferiu andar com os oprimidos, rejeitados, excluídos da sociedade – como Ele mesmo foi, posteriormente. Por quê, então, nos incomodamos quando alguém tenta transmiti-lo na figura desses tais oprimidos socialmente?

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“O Jesus da Bíblia”, como a Mangueira classificou as diversas faces do Filho de Deus trazidas no desfile deste ano, pregaria ódio às minorias? Muito provavelmente não! Porque Ele mesmo se enquadrou em várias: era estrangeiro, pobre, lutava contra o sistema religioso de sua época e ainda por cima, provavelmente, era, de fato, negro.

A escola não saiu campeã do carnaval do Rio de Janeiro, mas com toda certeza trouxe uma reflexão importante sobre como nos distanciamos muitas vezes da essência daquilo que cremos, por conta de distopias pregadas por líderes religiosos que estão mais preocupados em manter seus próprios legados financeiros do que carregar a mensagem pura de Cristo, tal qual Ele fez quando esteve aqui. Que não percamos a fé, porém. A verdade há de libertar. Aliás, ela já está libertando.

“A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo. (Tiago 1:27)”.

Tadeu Ribeiro
[email protected]

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