Marco Feliciano diz que Bolsonaro falha na articulação: ‘Precisamos reconhecer’

O pastor e deputado federal Marco Feliciano (Podemos-SP), usou suas redes sociais para criticar a articulação política do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e as atitudes do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Marco Feliciano é um dos principais aliados do presidente Bolsonaro.
Marco Feliciano é um dos principais aliados do presidente Bolsonaro.

Os dois estão em uma briga travada, depois que o filho do presidente Carlos Bolsonaro criticou a atuação de Maia na Câmara.

Por ser o principal articulador do projeto da Reforma da Previdência proposta pelo governo, Rodrigo Maia decidiu, então, deixar a articulação a cargo de Jair Bolsonaro.

Marco Feliciano acredita que está havendo um grave descompasso, que pode prejudicar os principais projetos do governo federal, que precisa do apoio político de Rodrigo Maia para aprová-los.

“Os ânimos em Brasília estão acirrados demais. A pira da vaidade consome o bom senso. A arrogância pavimenta o caminho da queda. Os 15 minutos de fama encantam os incautos. Tudo de um amadorismo ‘jamais visto na história deste país’. Pela 1ª vez vejo a oposição sempre ruidosa, silenciar. Entendo, não precisam, neste momento, usar a sua narrativa costumeira, afinal, a situação está patetando, escorregando, duelando entre si. Executivo x Legislativo. Legislativo x legislativo. Uma torre de babel”, escreveu ele no Twitter.

Marco Feliciano crê, ainda, que o governo está falhando na condução de todo o processo político, de responsabilidade do presidente Jair Bolsonaro.

“Para ajudar, articulação: diálogo sobre ideias antagônicas, tentativa de convencimento. Democracia: o regime das maiorias. Política: a arte de governar (em uma democracia significa resolver os conflitos de vontade da vida em sociedade). Logo, para governar na democracia é preciso mais do que articulação, é preciso articulação eficiente (com poder de convencimento para se formar maiorias). O Governo falha nisso! Precisamos ser humildes para reconhecer isso!”, confessou.

O mercado está vendo com cautela a tramitação do projeto, já que os ânimos entre os principais interessados em sua aprovação estão alterados.

Alguns já chegam a dizer que Bolsonaro seria uma “Dilma de calças”, pela incapacidade de dialogar com o congresso. A própria bancada evangélica cogitou lançar um manifesto contra o presidente, mas ainda não confirmou se irá lançá-lo ou não.