Padre larga a batina para se casar com homem que ajudava na paróquia

A história de um padre católico e seu marido está tomando conta do mundo. Tudo devido ao fato inusitado. O líder religioso Giuliano Costalunga, que comandava uma paróquia em Selva di Progno e Piazza, na Itália, estava realizando visitas a enfermos em um pequeno hospital de sua comunidade, quando conheceu Paolo Scala, que estava internado no local.

Padre Giuliano e seu marido Paolo.
Padre Giuliano e seu marido Paolo.

Os dois tiveram uma forte ligação na hora que se conheceram, e após Paolo se recuperar de sua doença, o padre Giuliano tratou de convidá-lo a integrar a paróquia, como seu ajudante. Ele aceitou, e com o tempo começaram a desenvolver cada vez mais laços de proximidade um com o outro, até perceberem que estavam apaixonados.

Em entrevista às agências internacionais EFE e EPA, o padre Giuliano afirmou que quando começou a perceber que estava amando o jovem, decidiu por bem deixar a paróquia, já que a Igreja Católica não aprova o casamento de seus sacerdotes, nem muito menos se for com alguém do mesmo sexo. A decisão de deixar seu ministério foi tomada com dor, segundo ele.

“Assim que percebi que o amava, deixei a paróquia, comecei a morar com ele e, embora não tivesse paróquia fixa, ainda era padre e celebrava missas quando me chamavam”, revelou.

O desligamento do padre com a Igreja Católica aconteceu em fevereiro deste ano, após 10 anos de sacerdócio, e em abril eles acabaram se casando: “Deixei o ministério sacerdotal com dor, porque acredito que um homem que acredita em Deus e ama Jesus pode ser um bom sacerdote. Mas é claro que a Igreja Católica não permite, então, para mim, não foi possível continuar”, disse.

O padre disse que nunca pregou contra a homoafetividade em suas missas, e gostava de falar sobre o amor em suas mais diversas formas: “Não falava do amor homossexual, heterossexual, transexual. Falava do amor como um todo”, afirmou ele, que disse ainda viver um “amor a três: Eu, Paolo e Deus”. Para nós, é fundamental ter o Espírito Santo em nossas vidas”, finalizou o padre.

Tadeu Ribeiro
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