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Pastor cego usa nome de ministro para dar golpe milionário em fiéis

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Pastor Osório José Lopes, suspeito de aplicar golpe em aposentado de Goiânia, Goiás - Foto: Reprodução/YouTube

A Polícia Civil de Goiás está investigando um pastor evangélico que teria dado golpes milionários em fiéis. Osório José Lopes é acusado de estelionato, e segundo a PC, ostentava uma vida de luxo em Goiás com dinheiro obtido através de golpes.

Segundo as denúncias, Osório vende títulos que, segundo ele, são lastreados em ouro e apresentados por ele como Letra do Tesouro Mundial. Ele afirmava que os títulos já contariam com autorização do governo federal, por meio do ministro da Economia, Paulo Guedes, para serem pagos. Uma afirmação claramente falsa, uma vez que o ministro nada tem a ver com os golpes aplicados pelo religioso.

Para convencer os fiéis e garantir credibilidade, o pastor usa, além no nome dos ministérios, logomarca de entidades financeiras, como Banco Mundial e o Banco do Brasil, em uma plataforma de investimento conduzida pelo grupo.

Osório José Lopes tem praticado esse golpe há pelo menos nove anos. Ele viaja pelo país com a ajuda de outras pessoas para captar novos investidores interessados em receber até 100 vezes o valor aportado assim que os títulos estiverem prontos para serem resgatados.

De acordo com a polícia, os compradores, em sua maioria, são fiéis de igrejas evangélicas, além de parentes e amigos próximos ao pastor. Em apenas um dos grupos criados no Telegram, há cerca de 8 mil “clientes”.

De acordo com o delegado Marco Antônio Maia, o pastor ostentava uma vida de luxo e chegava a usar um helicóptero para fazer um trajeto de cerca de 180 km na região central goiana.

“Em Leopoldo de Bulhões, ele tinha uma casa de luxo e ia de helicóptero para os cultos em Goianésia. Usava carros de luxo e tinha seguranças, jóias. Essa aeronave era alugada, usava só para enganar os fiéis”, explicou ele ao portal g1.

Em 2018, Osório e outro pastor foram presos suspeitos de obter R$ 15 milhões aplicando golpes em fiéis de Goianésia. O delegado relatou que no mesmo ano o religioso se tornou réu pelo processo, que responde em liberdade.

Uma das vítimas, morador de Petrolina (PE), de 38 anos, contou que conheceu o negócio oferecido pelo religioso por meio de um amigo. “Ele botou R$ 80 mil acreditando que receberia entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão. Eu investi pouco, cerca de R$ 1 mil. A transferência foi por PIX direto para a conta do pastor”, disse ele.

Há três anos este investidor tenta receber os valores prometidos. O pastor, de acordo com ele, criou um banco de dados chamado de Banco Efraim hospedado em uma plataforma em que os clientes podem acompanhar as supostas operações financeiras feitas pela equipe do religioso.

A vítima relatou que todos os investidores assinavam um “termo de acordo e participação financeira e confidencialidade”. Para transparecer uma falsa sensação de segurança, o religioso repete, de forma insistente, todos seus dados pessoais durante os vídeos postados nas redes sociais. “Ele fala a todo instante o CPF e o número de identidade para dizer que não tem nada a esconder. No entanto, as promessas de pagamento são vazias e nunca ocorrem”, afirmou o investidor ao Metrópoles.

Cerca de 70 mil pessoas teriam fornecido dados pessoais e transferido dinheiro para as contas do pastor.

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