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Propina para Pastor Everaldo e Witzel chegava a R$ 50 milhões, diz PGR

A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi informada pelo empresário Edson Torres, apontado como operador de Pastor Everaldo, que a “caixinha de propinas” instituída dentro da Secretária de Saúde do governo Wilson Witzel (PSC) arrecadou R$ 50 milhões entre janeiro de 2019 a junho de 2020.

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Esse dinheiro era dividido entre Witzel e Pastor Everaldo, segundo o delator. Essas revelações formaram a base de convicção da nova denúncia feita pela subprocuradora Lindôra Araújo na justiça ontem (16), contra Witzel e o presidente do PSC, Pastor Everaldo – desta vez, por associação criminosa.

Os dois, segundo Edson Torres, integravam o chamado “núcleo político” do grupo criminoso, que loteava e direcionava verbas públicas em troca de propinas.

A Procuradoria-Geral da República afirmou que esse esquema estava repetindo o que Sérgio Cabral (MDB) e Luiz Fernando Pezão (MDB) já haviam feito em suas respectivas gestões, hoje presos pela Lava Jato.

Wilson Witzel seria “o novo rosto” da organização criminosa, segundo a entidade, que afirmou ainda que Pastor Everaldo, um “veterano da corrupção”, apoiou o nome de Witzel antes mesmo da eleição.

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Dados indicam que em 2017, quando o governador afastado do Rio ainda não havia deixado a magistratura, dois operadores do Pastor Everaldo repassaram cerca de R$ 980 mil para garantir que ele “se mantivesse” por cerca de dois anos caso largasse o cargo de juiz federal e perdesse a eleição de 2018, que restou vitoriosa.

Esse apoio precoce, segundo a PGR, se transformou em poder para o Pastor Everaldo dentro da secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, depois que Witzel venceu o pleito eleitoral.

O que dizem os investigados:
O governador afastado do Rio, Wilson Witzel, disse que é inocente: “Reafirmo minha idoneidade e desafio quem quer que seja a comprovar um centavo que não esteja declarado no meu Imposto de Renda, fruto do meu trabalho e compatível com a minha realidade financeira. Todo o meu patrimônio se resume à minha casa, no Grajaú, não tendo qualquer sinal exterior de riqueza que minimamente possa corroborar essa mentira. O único dinheiro ilícito encontrado, até agora, estava com o ex-secretário Edmar Santos”, escreveu.

Os advogados do Pastor Everaldo afirmaram que ainda não tiveram acesso aos autos: “A defesa do Pastor Everaldo esclarece que ainda não teve acesso à íntegra da investigação e da delação que embasaram sua prisão, ocorrida há 20 dias. A defesa informa que a nova de denúncia não está juntada aos autos processo e que não comentará trechos de processo que corre em segredo de Justiça. O Pastor Everaldo, que sempre esteve à disposição das autoridades, reitera sua confiança na Justiça e na sua libertação.”

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