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Mundo Cristão

Pastor Tupirani da Hora Lores é preso pela Polícia Federal por discurso contra judeus

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Pastor Tupirani da Hora Lores - Foto: Divulgação

O pastor Tupirani da Hora Lores, líder da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo, foi preso na manhã desta quinta-feira (24/02), pela Polícia Federal por discurso contra judeus.

Agentes da Polícia Federal (PF) foram até o bairro de Santo Cristo, na Zona Portuária do Rio, e prenderam o pastor Tupirani da Hora Lores. Ele é conhecido por discurso contra judeus, além de praticantes de outras religiões, e homoxessuais. Além disso, tem feito muitas críticas a pastores e cantores gospel.

A operação montada pela Polícia Federal, ganhou o nome de Rófesh — nome que, em hebraico, significa liberdade, fazendo alusão às recentes discussões sobre os limites da liberdade de expressão.

Tupirani da Hora Lores costuma fazer pregações racistas, contra a vacina anti-Covid e contra o voto (um cartaz na entrada da igreja diz: “Não votamos: não elegemos marginais).

De acordo com O Globo, o religioso produziu e publicou diversos vídeos com ataques diretos aos judeus e membros de outras religiões, segundo as investigações da PF.

Diante disso, o pastor responderá pelos crimes de racismo, ameaça e incitação e apologia ao crime. Ele teve o celular apreendido. No momento da prisão, Tupirani exibia uma camisa com a frase “Não sou vacinado”.

POLÊMICAS NOS ÚLTIMOS ANOS

Em 2020, o pastor apareceu em um vídeo pedindo a Deus que repita os processos de morte vivenciados pela humanidade no Holocausto promovido na 2ª guerra mundial, quando 6 milhões de judeus, ciganos, gays e pessoas com deficiência morreram em campos de extermínio na Alemanha.

Em 2009, o religioso foi preso preventivamente no inquérito que investigava crimes de intolerância religiosa, injúria qualificada e incitação ao crime, após ele gravar e divulgar vídeos ofensivos.

No âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), Tupirani foi condenado a 3 anos de detenção, em regime aberto, por crimes de intolerância religiosa.

Em 2021, Tupirani foi acusado de racismo e homofobia após afirmar em um culto que a “igreja não levanta placa de filho da puta negro e veado”.

A declaração foi feita por ele depois que uma pastora da Igreja Sara Nossa Terra apareceu pregando e criticando os fiéis que defendem causas políticas, raciais e LGBTQIA+. Além disso, naquela ocasião, ela teria dito em um culto que era para os fiéis pararem de “ficar postando coisa de gente preta, de gay”.

Tupirani da Hora Lores, em resposta à pastora, questionou o fato de ela ter feito discurso e ter voltado atrás. Isso porque, ela pediu desculpas, após a repercussão do caso.













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