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Mundo Cristão

Pastora de Igreja Batista celebra casamento entre duas mulheres: “Emoção”

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Uma pastora evangélica de Alagoas celebrou um casamento entre duas mulheres no estado, e a cerimônia está dando o que falar na internet.

Odja Barros é líder da Igreja Batista no Pinheiro, em Maceió (AL) e realizou pela primeira vez no início do mês (04/12), um casamento gay. De acordo com ela, a cerimônia foi como qualquer outro em termos de ritos.

O casamento ocorreu em um salão de festas da capital e foi uma das primeiras realizadas no país entre pessoas do mesmo sexo por pastores da Igreja Batista.

“UM MARCO”

“Senti frio na barriga de emoção, de saber que estava vivendo algo que é fruto de muita luta. Como pastora feminista, queria muito que minha primeira celebração de casamento igualitário fosse com duas mulheres”, disse a pastora em entrevista ao UOL.

Na visão da religiosa, que tem mais de 28 anos de ministério, o casamento foi ‘um marco’ para a igreja evangélica.

“Eu sei que, até na luta LGBTQI+, as conquistas das mulheres vêm com mais dificuldade. Por isso me senti tão honrada e privilegiada de ser celebrante de um momento novo e histórico dentro da tradição de igrejas batistas no Brasil”, disse.

“FALTAVA CONVITE”

A Igreja Batista no Pinheiro, liderada por Odja Barros, foi expulsa da Convenção Batista em 2016. O motivo foi porque a instituição aceita incluir e batizar pessoas homossexuais. No entanto, o primeiro casamento gay só veio a acontecer neste mês.

Ela contou que estava aberta para realizar um casamento entre pessoas do mesmo sexo há anos e apenas faltava uma oportunidade.

“Eu já estava disposta e aberta a ser celebrante de uniões homoafetivas, mas faltava ainda receber um convite. E isso ocorreu no ano passado, quando fui procurada pelas noivas”, explicou ela. “A celebração cristã do casamento de duas mulheres significa um avanço a mais no processo de despatriarcalização do Cristianismo e do conceito de ‘família cristã.’ Escrevo sobre isso no livro que lancei em 2020: ‘Flores que rompem raízes: leitura popular e feminista da Bíblia”, finalizou as pastora.













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