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Quênia acusa de terrorismo pastor que matou 429 fiéis de fome

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Autoproclamado pastor Paul Nthenge Mackenzie é escoltado por policiais ao comparecer a julgamento - Imagem: AFP

Um tribunal queniano formalmente acusou o autoproclamado pastor Paul Nthenge Mackenzie e outros 94 suspeitos de terrorismo, nesta quinta-feira (18/01), em relação à morte de 429 seguidores que, segundo as autoridades, foram incitados a morrer de fome.

Os acusados, incluindo Mackenzie, declararam-se “inocentes” das acusações de radicalização durante a audiência realizada na cidade de Mombaça, no sudeste do país. Mackenzie, um ex-motorista de táxi, enfrenta também a acusação de “atividade criminosa organizada”, conforme indicado por documentos judiciais consultados pela AFP.

O caso chocante veio à tona em abril, quando corpos foram descobertos em uma floresta próxima à costa do Oceano Índico. A prisão preventiva de Mackenzie foi prorrogada várias vezes ao longo da investigação.

Até o momento, 429 corpos foram encontrados, e as necropsias revelaram que a maioria das vítimas morreu de fome. Algumas, incluindo crianças, teriam sido vítimas de estrangulamento, agressão ou sufocamento.

As descobertas macabras provocaram uma reflexão sobre a necessidade de maior controle sobre as denominações religiosas no país. O governo do Quênia reconheceu a importância de regulamentar igrejas e cultos, dado o histórico de pastores autoproclamados.

Com uma população de 53 milhões de habitantes, o Quênia, predominantemente cristão, enfrenta desafios na regulamentação das mais de 4.000 igrejas registradas no país, segundo dados oficiais.

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