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Mundo Cristão

Rodrigo Silva: “Essa guerra não é o sinal de que Jesus está prestes a voltar”

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Arqueólogo e teólogo Rodrigo Silva - Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O arqueólogo e teólogo Rodrigo Silva publicou um vídeo em seu canal no YouTube para falar da guerra entre Rússia e Ucrânia, em andamento. Em um vídeo de pouco mais de 40 minutos, Silva explicou se esse acontecimento tem relação com a volta de Cristo.

Diante da invasão da Rússia, que se deu início na madrugada do dia 24 de fevereiro, e também dos acontecimentos até aqui, como mortes de civis, bombardeios, rumores de guerra nuclear e imigração, fizeram com que muitos cristãos em todo o mundo pensassem se tratar de um sinal da volta de Jesus, ou a batalha de “Gogue e Magogue”, descrita na Bíblia.

A batalha de “Gogue e Magogue”, descrita nas profecias de Ezequiel 38 e Apocalipse 20, aconteceria depois de um período em que Israel estivesse vivendo em paz em sua própria terra. Então, viria o Gogue de Magogue para atacá-la, acompanhado de muitas nações, com um exército muito numeroso (Ezequiel 38).

Já em Apocalipse, o “Gogue e Magogue” aconteceria após o milênio. A profecia apocalíptica parece falar do mesmo evento — nações se reunirão contra Israel, ou seja, cercando o país com um exército cujo número é comparado simbolicamente “como a areia do mar”.

Segundo Rodrigo Silva, a Rússia e China, por serem nações expansionistas e que lutam pelo poder, não deveriam ser colocadas neste momento no cenário profético de Gogue e Magogue. De acordo com ele, o principal de muitos estarem achando que a Rússia é o país descrito nas profecias, é a similaridade na fonética. O nome “Rôs” ou “Rosh” (dependendo da versão bíblica) tem semelhança com o nome “Rússia”.

“Mas, é estranho pegar só a fonética similar porque gramaticalmente teremos problemas. Rôs em hebraico (ro’sh) significa cabeça, topo, começo ou principal. Não há menção na Bíblia de que Rôs seja um lugar. Daí fica difícil dizer que Rôs possa ser a Rússia”, explicou.

Foto mostra prédio que pegou fogo após ataque russo em Kharkiv no dia 2 de março de 2022 — Foto: Serviço de Emergência da Ucrânia/AFP

Segundo ele, Jesus deixou claro que haveria “guerras e rumores de guerras” como um sinal do princípio das dores, em Mateus 24. “Quando os discípulos perguntaram a Jesus sobre os sinais de sua volta e do fim dos tempos, Cristo os alertou para que tomassem cuidado para que não fossem enganados”, lembrou ele.

“Se uma guerra fosse o sinal do fim, então Jesus diria: ‘Vocês ouvirão falar de uma grande guerra, fiquem alertas, porque será o fim’. Mas Ele nunca citou uma grande guerra mundial como sinal do fim”, disse o religioso.

“Eu sou sou pré-milenista, eu acredito que a volta de Jesus será antes do milênio. Ele vai prender o diabo e pôr fim ao reino do mal. Mil anos depois, quando a nova Jerusalém descer do céu, os ímpios receberão o dano da segunda morte”, disse ao se referir à ressurreição dos ímpios para o Juízo Final.
É dentro desse contexto que Rodrigo acredita que acontecerá a grande batalha de Gogue e Magogue e o Armagedom.

“Eu vejo essa guerra com grande dor e tristeza, mas não fico assustado e nem aterrorizado porque Jesus disse para nos assustarmos, pois ainda não é o fim”, disse ele sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia. Assista o vídeo:













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