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Rui Costa, governador da Bahia, processa Silas Malafaia e pede R$500 mil

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Governador da Bahia, Rui Costa e pastor Silas Malafaia - Foto: Reprodução

O pastor Silas Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, foi processado pelo governador da Bahia, Rui Costa (PT). A ação foi movida contra o religioso após ele acusar o governador de ter demitido uma médica que defendia o uso de cloroquina no tratamento contra a Covid-19.

Relembre o caso: No início de setembro de 2021, Malafaia subiu o tom contra o governador Rui Costa por supostamente ter demitido a médica Raissa Soares do Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro. O motivo seria porque a profissional de saúde denunciou a falta de hidroxicloroquina para tratamento da Covid-19.

Na época, segundo o pastor, Raissa “tinha salvo milhares de vidas” na região sul do Estado. Mas, foi demitida pelo governador alegando vencimento do contrato. “Esse cretino do governador do PT da Bahia, Rui Costa, demitiu a médica Raissa Soares. A desculpa é tão idiota, ah o contrato dela tá vencido (…)”, iniciou Malafaia.

“Essa médica montou um protocolo dividido em três partes para quem tá no início do Covid e ela tem salvo milhares de vidas, tem corrido gente de tudo que é cidade do sul da Bahia e também médicos para saber o protocolo que ela coloca e um deles é o remédio que Bolsonaro falou, ela faz um apelo ao presidente porque ela não tem mais o remédio”, falou o líder da DVEC.

Mas, o pastor reconheceu que errou poucos minutos depois. Como resultado, ele apagou o vídeo da crítica 10 minutos após da publicação. Depois, ele gravou um novo vídeo para pedir desculpas ao governador. “Eu quero aqui pedir desculpas ao governador da Bahia, retirar a minha palavra”, disse ele naquela semana.

PROCESSO NA JUSTIÇA

Diante do pedido de desculpas do pastor, Rui Costa resolveu processar o religioso mesmo assim. Segundo o site Bahia.ba, o governador diz que foi alvo de calúnia, difamação e injúria, e pede uma indenização de R$ 500.000,00 (quinhetos mil reais).

“A médica mencionada pelo acionado trabalhava no Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães (HRDLEM), localizado em Porto Seguro e, em verdade, não foi demitida por determinação do Autor, assim como publicamente sustentado pelo acionado. A própria médica e a direção do hospital confirmaram que a saída se deu porque a Sra. Raissa Soares não estava conseguindo cumprir os plantões na instituição por possuir outros compromissos profissionais, e não por determinação do Governador da Bahia, então Autor”, diz trecho da ação.

“Neste sentido, perpetrar este tipo de insinuação, no contexto de calamidade pública vivenciada em todo o país atualmente, revela estritamente a má-fé empregada pelo acionado, que nitidamente possui interesse exclusivamente político e calunioso”, diz a ação.

Na ação, os advogados do governador lembram que Malafaia tem um patrimônio estimado em 150 milhões de dólares. Portanto, teria como pagar a indenização de R$ 500 mil, já que equivaleria a apenas 0,07% do patrimônio do líder religioso.

GRATUIDADE NEGADA

Ainda segundo a reportagem, a ação contra Silas Malafaia é assinada por Leonardo de Souza Reis, Pedro Scavuzzi e Angélica Cardoso, que pediram a gratuidade das custas do processo alegando carência financeira. Justiça gratuita é um instrumento do Judiciário para não impedir o acesso dos mais pobres ao Judiciário.

No entanto, o juiz Paulo Albaiani, da 10ª Vara Cível e Comercial de Salvador, negou. O petista ganha 23,3 mil reais brutos por mês. Recebeu um aumento de 4% em dezembro do ano passado, inclusive.

A solicitação de gratuidade foi negada em primeira instância, mas Rui Costa recorreu argumentando que o valor a ser pago pelo processo “compromete 80% do seu rendimento líquido mensal”. O novo pedido foi negado pelo desembargador José Barreto da Silva na última terça-feira (15/02).













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