Silas Malafaia briga feio com Dilma e ela moverá processo na justiça

O pastor evangélico Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), se envolveu em um caloroso embate no Twitter com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), candidata ao Senado por Minas Gerais, e atualmente líder de intenção de voto nas pesquisas já divulgadas. O motivo: ataque a Bolsonaro (PSL).

Silas Malafaia discute com assessoria de Dilma Rousseff no Twitter.
Silas Malafaia discute com assessoria de Dilma Rousseff no Twitter.

Silas Malafaia publicou aos seus seguidores que o homem que esfaqueou Bolsonaro em Juiz de Fora (MG) na última semana, é assessor da campanha de Dilma, e pediu que a candidata mineira seja boicotada pelos eleitores:

A assessoria da ex-presidente, então, respondeu as afirmações de Silas Malafaia, desmentindo as informações, e noticiando que iria acionar a justiça para penalizar o pastor por divulgar mentiras. Diversos internautas também responderam Malafaia, afirmando que ele estava disseminando fake news nas redes.

O religioso, então, tentou se explicar na sequência, dizendo que, na verdade, quando disse que o criminoso que esfaqueou Bolsonaro assessorava Dilma, quis dizer que ele apoiava a campanha da petista. E tentou mais uma vez ligar o nome da ex-presidente ao atentado.

A polícia ainda está investigando o caso da violência cometida contra o candidato Jair Bolsonaro do PSL, mas o que se sabe até o momento é que o responsável pela agressão não era filiado ao PT, nem tinha ligações com a campanha de Dilma Rousseff ao Senado de Minas Gerais. E pelos relatos apresentados por testemunhas até o momento, ele provavelmente possui algum transtorno psicológico, com manias de perseguição, e alegou aos policiais que cometeu o crime à mando de Deus.

Silas Malafaia deverá ter que se defender agora na justiça, que está implacável na luta contra disseminação de notícias falsas na rede, principalmente relacionadas às eleições deste ano. O pastor encerrou o assunto dizendo que será uma “honra” ser processado por Dilma, resta aguardar o desenrolar judicial dessa história.

Tadeu Ribeiro
[email protected]