Silas Malafaia começa a se desentender com Bolsonaro: “Não sou obrigado a concordar”

O pastor Silas Malafaia concedeu entrevista exclusiva ontem à Globo News, onde falou sobre diversos assuntos polêmicos que estão cercando a relação dos evangélicos com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

Silas Malafaia e Bolsonaro são aliados políticos.
Silas Malafaia e Bolsonaro são aliados políticos.

Fontes no Planalto indicam que Magno Malta, que não conseguiu se eleger senador, de fato, não será nomeado para nenhum ministério no governo de Bolsonaro. Ele estava sendo cotado para assumir um possível “Ministério da Família”, que não sairá do papel, provavelmente. Mas o nome dele não chega mais nem a ser cogitado para qualquer vaga.

Silas Malafaia considera que se não for dado espaço a Magno Malta no governo a partir de 2019, o presidente eleito estaria cometendo uma traição.

“Magno Malta foi o primeiro camarada a acreditar em Bolsonaro e viajou o Brasil inteiro para ajudá-lo. Magno foi um guerreiro. Ele que me convenceu a apoiar Bolsonaro. Sou um apoiador intransigente de Bolsonaro, mas não sou subalterno. Também não sou obrigado a concordar com tudo o que ele fala”, disse o pastor na entrevista.

Questionado sobre o período da repressão após o golpe de 1964, Silas Malafaia disse que acredita que houve ditadura militar, mas que ela foi necessária para conter o comunismo que, segundo ele, queria se instalar no Brasil.

“Teve ditadura sim. A ditadura foi um remédio ruim para um mal pior. Havia gente querendo implantar o comunismo no Brasil. Mas dizer que não houve ditadura, com a imprensa cerceada, é querer que eu acredite em Papai Noel”, explicou o pastor.

Tadeu Ribeiro
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