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Vereador critica homenagem à trans: “Deus fez o homem e mulher, o resto é jacaré”

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Após a Câmara Municipal de Vitória (ES) indicar uma trans para receber uma homenagem do Dia das Mulheres, dois vereadores se manifestaram contrários à indicação.

A ativista Deborah Sabará, que é trans, foi incluída na moção de aplauso apresentada pela vereadora Camila Valadão (Psol), pelo Dia Internacional da Mulher.

Os vereadores Gilvan da Federal (PL) e Davi Esmael (PSD) fizeram discursos em que criticaram o ato. “Eu gostaria aqui de perguntar à vereadora do Psol que fez uma moção de aplauso às mulheres se a Deborah Sabará nasceu mulher. Gostaria de saber”, discursou Gilvan que fez uma declaração polêmica na Casa:

“Porque Deus fez o homem e a mulher. Tá aqui uma moção de aplauso pro dia das mulheres à Deborah Sabará. Que não é mulher. Pode ser outra coisa, mas não é mulher. Deus fez o homem e a mulher, o resto é jacaré”, completou Gilvan.

O segundo vereador, Davi, disse que a ativista não merece ser homenageada. “Deborah Sabará é trans e não merece ser homenageada no seu lugar de fala de ser mulher, na minha opinião”, disse ele. “Há mulheres que merecem essa honraria e não consigo entender a escolha de uma trans para representar as mulheres”, disse ele, que é presidente da Câmara.

O caso, que aconteceu no dia 05 de abril, repercutiu nas mídias sociais. Segundo o advogado criminalista Flávio Fabiano, ouvido pelo TV Gazeta, os vereadores podem ter quebrado o decoro durante as falas, já que o exercício da imunidade parlamentar não é ilimitado.

“Essas falas agressivas, ofensivas que, infelizmente, estão se tornando constantes na Câmara de Vitória, podem ensejar sim a abertura de processo para apuração desses fatos e, eventualmente, a cassação do mandato desses vereadores”, disse.

Davi Esmael disse que foi contra a homenagem “dentro do debate parlamentar” e que não compreende como considerar “a mesma coisa uma mulher e um homem biológico, ignorando todas as suas características genéticas, biológicas, físicas e psicológicas”.

Já Gilvan da Federal justificou que sua posição está relacionada à crença religiosa de que “deus fez o homem e a mulher”. Ele afirmou ainda que homenagear uma mulher trans “é uma afronta e desrespeito às mulheres”.

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